Sala de Imprensa

As ações integradas entre os governos estadual e municipal do Rio de Janeiro, com a retomada de territórios antes dominados pelos traficantes, além dos investimentos que vêm integrando as 32 favelas pacificadas à cidade formal foram os focos principais das participações dos representantes do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Prefeitura, no último dia do XXV Fórum Nacional.

Vicente Loureiro Para o subsecretário Estadual de Urbanismo Regional e Metropolitano Vicente Loureiro, somente com a retomada de  territórios, que antes das UPPs eram dominados por traficantes, foi possível o investimento de mais de R$ 3 bilhões na implantação de projetos sociais e equipamentos urbanos, como postos de saúde, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e creches, que hoje garantem a chegada dos serviços públicos a essas comunidades.

 

 

 

 

Rodrigo Bethleem

Já o representante da Prefeitura do Rio, Rodrigo Bethlem, lembrou os efeitos multiplicadores que as ações integradas do Estado e da Prefeitura nas comunidades pacificadas, como a formalização do comércio das favelas, hoje com acesso a alvarás de funcionamento, além dos títulos de propriedade das residências, que vêm gerando melhorias por parte dos proprietários, que garantem a valorização dos imóveis e entorno, com melhor qualidade de vida. Os investimentos integrados nas comunidades recém-pacificadas, de acordo com Bethlem, também vêm garantindo a capacitação dos jovens dessas comunidades para as principais demandas de profissionais da rede hoteleira, com vistas às Copas das Confederações, do Mundo e aos Jogos de 2016. As comunidades livres do tráfico também já vêm despertando o interesse de empresários, que já pensam em implantar, por exemplo, um shopping popular no Complexo do Alemão.

Guilherme Lacerda

Crédito

Já o diretor da Área de Infraestrutura Social; Meio Ambiente e Agropecuária e de Inclusão Social do BNDES, Guilherme Narciso de Lacerda, garantiu que o banco está sempre pronto para financiar qualquer projeto que venha a levar oportunidades de desenvolvimento econômico e social nas comunidades carentes do Rio de Janeiro e em todo o País. “O S (de social) do BNDES é para valer. É para executar ações concretas que implicam a atuação de maneira integrada com os demais parceiros”, disse Lacerda, lembrando, no entanto, que o banco jamais entrará nas comunidades de “salto alto”, mas sim para aprender e viabilizar os projetos nascidos da demanda de cada comunidade. “Tem que ser uma atuação para ‘fazer com’ e não ‘fazer para’. Que não chegue nas comunidades de sapato alto, sabemos o que tem para fazer, mas valorizar as iniciativas locais”, finalizou Lacerda, lembrando que o BNDES tem R$ 1 bilhão apenas para o microcrédito.