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Orani Tempesta“A dignidade da pessoa humana é fator estruturante”. Com essa frase o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, abriu os debates do quinto painel, no quarto e último dia do XXV Fórum Nacional, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro.

Tempesta citou a redefinição das ações junto às áreas carentes do Rio de Janeiro, no trabalho de garantir a integração social das comunidades recém-pacificadas pelas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) em 32 favelas cariocas.

“Não basta integrar cada ser humano em uma sociedade que já o excluiu”, disse Dom Orani Tempesta, citando as ações da Igreja do Rio de Janeiro e em todo o País, no sentido de capacitar jovens para o trabalho, principalmente nas comunidades mais vulneráveis à violência.

O arcebispo lembrou toda a atenção voltada para o Rio de Janeiro, como a Jornada Mundial da Juventude e o encontro com o Papa Francisco, além da Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos de 2016, como momento fundamental para se garantir o acesso e a integração das populações de favelas à cidade formal.

Para Orani Tempesta, essas são ações que instituem e favorecem os direitos humanos. “As favelas que estão sendo ocupadas começam a receber maior atenção do Estado”, lembrou o arcebispo do Rio, que concluiu: “É possível a construção de uma nova sociedade que coloque a pessoa humana como principal objetivo e centro do desenvolvimento”.