Sala de Imprensa

Erros e acertos nos investimentos em inovação

O Brasil tem leis adequadas e competência para inovar, mas não consegue articular um ambiente ideal para a inovação. Essa é a constatação básica que norteou a palestra do professor Marcos Cavalcanti, da COPPE/UFRJ, no encerramento do segundo dia de atividades do XXV Fórum Nacional. Para ele, um possível caminho para a solução desse problema seria transferir de vez a questão da inovação das mãos do Ministério da Ciência e Tecnologia e passá-la ao BNDES. “Lá no BNDES se pensa estrategicamente”, resumiu. “É consenso dizer que o Brasil não inova, apesar do arcabouço… ... continue lendo →

BNDES e CNI mobilizam empresas para o desafio da inovação

Apesar da baixa taxa de investimentos privados na pesquisa e inovação tecnológica no Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) começa a perceber os primeiros resultados das linhas de crédito oferecidas à indústria. Para o diretor da Área Industrial, Capital Empreendedor e de Mercado de Capitais, Júlio Ramundo, o investimento em plantas de produção do etanol de segunda geração começa a por o País no mapa das nações que investem em inovação tecnológica. Júlio Ramundo lembra que o Brasil não pode mais perder tempo e precisa conciliar os esforços público… ... continue lendo →

Investir em inovação para mudar o país

O Brasil precisa de uma política tecnológica e de inovação ousada. Essa é a principal conclusão do trabalho dos professores Carlos Américo Pacheco, reitor do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), e Júlio Sérgio Gomes de Almeida, do Instituto de Economia da UNICAMP, apresentado durante o segundo dia de debates do XXV Fórum Nacional. Além da correção dos fatores sistêmicos que reduzem a competitividade da empresa brasileira, é necessário enfrentar a questão da inovação com determinação, sob a pena de impedir que a economia industrial do País mire o futuro sem bases mínimas de… ... continue lendo →

Estudo projeta maior tensão social e ameaças reais à globalização nas próximas décadas

As perspectivas globais para as próximas décadas ainda apontam para incertezas nas relações geopolíticas e econômicas na Europa, Ásia e nos Estados Unidos. De acordo com documento apresentado pelo membro do Conselho de Administração do BNDES-PAR, Roberto Teixeira da Costa, ainda há dúvidas se os Estados Unidos serão capazes de formar novas parcerias, principalmente com a China, e manter o status atual de globalização. “No pior cenário, o conflito entre estados aumentaria. Os Estados Unidos se voltariam mais para os assuntos internos, empacando a globalização. Neste cenário, a globalização perde o efeito acelerador… ... continue lendo →

Natura incentiva consumo sustentável no Brasil

O presidente da Natura Cosméticos, Alessandro Carlucci, defendeu o uso consciente da biodiversidade brasileira como modelo para delinear o desenvolvimento econômico brasileiro, com vistas para um futuro sustentável. A sustentabilidade foi tema constante durante sua apresentação no primeiro painel, que aconteceu no segundo dia do evento, na sede do BNDES, no Centro do Rio de Janeiro. Para Carlucci, o principal foco da empresa junto aos clientes brasileiros é o consumo sustentável. Ele apresentou ainda a nova peça publicitária da Natura, sob o slogan “Sou”, que utiliza uma embalagem de mesmo formato feita com… ... continue lendo →

Coreia do Sul: da miséria ao desenvolvimento

O olhar estrangeiro da jornalista Débora Fortes sobre a Coreia do Sul e a história de superação e conquistas deste pequeno país asiático foram os temas da palestra “Coreia desenvolvida: Lições para o Brasil”, que encerrou o primeiro painel do XXV Fórum Nacional. O “jeitinho coreano” tem muito a ensinar ao “jeitinho brasileiro”, de acordo com Débora, que visitou o país a trabalho em 2011. No início da década de 60, a Coreia do Sul era uma das nações mais miseráveis do mundo. Seu PIB per capita era de apenas US$ 67. O… ... continue lendo →

Ampliando o acesso ao mercado de capitais

O mercado de capitais é a maneira mais eficiente para aumentar a produtividade do capital financeiro, mas ainda é pouco explorado no Brasil. Visando ampliar a força desse mercado, os professores Thomás Tosta de Sá e Carlos Antônio Rocca apresentaram a proposta do IBMEC para democratização ao acesso desse setor. Muitas entidades nacionais já se engajaram nesse esforço do IBMEC, chamado Estratégia Nacional de Acesso ao Mercado de Capitais. Estão sendo criados núcleos regionais de mercados de capitais em oito importantes cidades: Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre e Rio… ... continue lendo →

Odebrecht aponta crises na confiança, na educação, na relação com sindicatos e de continuidade políticas como desafios a serem enfrentados no Brasil

O presidente do Conselho de Administração da Organização Odebrecht, Emílio Odebrecht, apontou seis crises internas que deverão ser superadas pelos brasileiros, para que o País consiga garantir um crescimento sustentável e atingir o grau de desenvolvimento. Para o empresário, a primeira e fundamental crise brasileira é a da renovação política. “Nós temos assistido líderes envelhecendo, sem que haja renovação, pois nossos jovens querem distância da política”, lamentou. Odebrecht lembrou ainda que o Brasil continua tentando se reinventar politicamente a cada governo, o que cria um ciclo permanente do curto prazo. “É a crise… ... continue lendo →

O Brasil e a Crise Global: A armadilha do baixo crescimento

Os efeitos da crise internacional na economia brasileira foram o tema central da palestra do professor Affonso Celso Pastore. Ele se mostrou preocupado com o que chamou de “armadilha do baixo crescimento”, que vem se tornando uma constante nos últimos anos no País, embora essa não seja a realidade de grande parte das nações emergentes. “O Brasil tem tido um desempenho pior do que a média dos países emergentes, mas não se pode atribuir este resultado à escassez de demanda, como ocorreu na recessão de 2008”, comentou. Na avaliação de Pastore, o mercado… ... continue lendo →

FINEP tem R$ 33 bi para financiar projetos de inovação e reduz prazo de aprovação para 112 dias

O presidente da Agência Brasileira da Inovação (FINEP), Glauco Arbix, garantiu em sua palestra, no segundo dia do XXV Fórum Nacional, que o prazo total de análise, enquadramento, contratação e liberação de créditos da instituição despencou dos 452 dias registrados em 2010, para 112 dias, o que, para ele, pode ser considerado uma reinvenção da FINEP. “Com aquele prazo qualquer projeto de inovação era perdido”, disse Arbix, lembrando que o maior desafio da instituição hoje é o de descentralizar as ações e oferecer um leque de opções para as empresas que desejam investir… ... continue lendo →

À procura de um ajuste fiscal de verdade

Críticas bem estruturadas à política econômica do governo deram o tom da palestra do consultor econômico Raul Velloso, no segundo dia de debates do XXV Fórum Nacional. O modelo baseado no forte estímulo ao consumo – em detrimento da poupança e do investimento – tem se mostrado pouco eficaz na elevação do PIB a patamares realmente interessantes, de acordo com Velloso. “Sem maior aumento da produtividade e com a população crescendo menos, a taxa de crescimento do PIB potencial que se pode almejar se situa muito abaixo das intenções do governo, e do… ... continue lendo →

TCU busca modelo de gestão internacional para conter o desperdício de dinheiro no Brasil

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai iniciar ainda este ano um estudo com apoio da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), para a identificação das melhores práticas de governança pública adotadas nas principais potências econômicas mundiais, que possam servir de modelo a ser adotado no Brasil. O estudo vai focar sistemas de planejamento e orçamento público, de administração financeira, controles internos, gestão de riscos, sistemas de monitoramento e avaliação de políticas públicas e de prestação de contas. O anúncio foi feito no segundo dia de palestras do XXV Fórum… ... continue lendo →