Sala de Imprensa

Obter uma patente no Brasil é um calvário

O especialista e professor do departamento de física da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e da Divisão de Materiais do Inmetro, Marco Cremona, garantiu nesta terça-feira 12, durante o XXVII Fórum Nacional, que até 2020 a nanoeletrônica orgânica - baseada em moléculas de carbono - estará em todos os setores importantes da indústria da iluminação, displays, circuitos, entre outros. Cremona, no entanto, lembra que no Brasil a indústria deste setor ainda se limita a repetir o que já existe e que o País detém apenas plantas de montagem industrial, sem… ... continue lendo →

Tecendo a Rede Nacional de Biotecnologia

Das 280 mil espécies de plantas existentes no planeta, 50 mil estão presentes no País – ou seja, do mundo vegetal, o Brasil detém em suas terras mais de 20% da flora mundial. Somente este número já demonstraria a grandeza da biodiversidade nacional, mas muitos outros dados foram expostos para fundamentar a palestra do diretor-presidente da Extracta Moléculas Naturais, Antônio Paes de Carvalho, sobre o Plano de Desenvolvimento de Biotecnologia, à base da Biodiversidade, na segunda sessão de debates do XXVII Fórum Nacional. “Desenvolver novos produtos utilizando nossa biodiversidade implica a formação de… ... continue lendo →

O Brasil está sempre na brincadeira errada

O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Antônio Gil, preferiu usar uma anedota para mostrar o quanto o Brasil está atrasado na discussão e implementação de um projeto estratégico com vistas às novas tecnologias. "Tem uma piada suja que fala do cara que entrou em uma festa e descobriu que todos estavam disputando quem falava o nome mais feio. Ele então se apressou e disse "filho da .... ". Neste mesmo momento todos se calaram constrangidos. Pois o nome mais feio que havia sido dito até… ... continue lendo →

Empreendedorismo e inovação precisam caminhar juntos

A inovação é crucial para o desenvolvimento econômico sustentável, para a competitividade e a resiliência industrial, mas as atuais políticas e práticas em vigência no Brasil precisam de uma abordagem mais ousada para produzir os resultados desejados. A percepção é de Rodrigo da Rocha Loures, presidente do Conselho Superior de Inovações e Competitividade da Federação das Indústrias de São Paulo (Conic-FIESP), que lamentou a falta de estratégias governamentais que se mantenham ao longo do tempo. Em palestra no segundo dia de discussões do XXVII Fórum Nacional, Loures enfatizou a participação deficitária de produtos… ... continue lendo →

Desafios da nova revolução industrial

O presidente da Finep, Luis Fernandes, apontou nesta terça-feira, 12, no Rio de Janeiro, a retomada dos investimentos em tecnologia e inovação para uma meta próxima de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e garantir o posicionamento do País na fronteira do conhecimento em áreas chaves como agricultura, aeronáutica e defesa, como os principais desafios da Finep e do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, frente à chamada terceira revolução industrial que acontece em todo o mundo. Luis Fernandes participou da XXVII edição do Fórum Nacional, em que defendeu o fortalecimento da infraestrutura… ... continue lendo →

A estratégia brasileira de microeletrônica

Dominar tecnologias na indústria de semicondutores é um desafio perseguido por um grande número de países pelo impacto direto em suas capacitações para inovar. E seguir o caminho da regionalização, unindo toda a América Latina, é uma boa estratégia para o Brasil. Foi o que explicou Mauricio Neves, superintendente da Área Industrial do BNDES e professor da UERJ, no encerramento da mesa redonda sobre Nanoeletrônica promovida pelo XXVI Fórum Nacional. Neves avalia que o caminho escolhido pela estratégia brasileira – em que o processo de formação foi emergente, implícito – considera a janela… ... continue lendo →

O nanodesafio tecnológico de US$ 33 bilhões

Manipular moléculas é o desafio. E o homem está conseguindo fazer isso com uma série de aplicações, como, por exemplo, criar o chamado papel eletrônico, telas flexíveis, televisores com 3 mm de espessura, ainda não disponíveis no Brasil, pois ainda são caros – R$ 30 mil – e dentro de pouco tempo vamos trocar toda a iluminação interna das casas por lâmpadas de LED, com melhor performance e um consumo de energia muito menor. O avanço nas pesquisas e no desenvolvimento de novas tecnologias de nanoeletrônicos visa um mercado estimado em US$ 33… ... continue lendo →

Nanoeletrônica, a tecnologia do futuro se faz presente

Abrindo os debates da mesa redonda sobre Nanoeletrônica no XXVI Fórum Nacional, o coordenador do Instituto Nacional de Eletrônica Orgânica da Universidade de São Paulo (USP-SC), Roberto Mendonça Faria, destacou a importância econômica e estratégica da eletrônica na atualidade. Para aprimorar o desenvolvimento do setor, o professor pediu políticas públicas voltadas especificamente ao incentivo à capacitação do capital humano. “Precisamos formar trabalhadores capacitados nessa área”, pontuou. A nanoeletrônica trata da manipulação da matéria orgânica, sobretudo as semicondutoras, ensina Faria, citando como exemplo os OLEDs, que dão origem ao “papel eletrônico” ou telas de… ... continue lendo →

Só uma reforma previdenciária vai garantir o crescimento de longo prazo

O superintendente executivo do Instituto Ibmec – Mercado de Capitais, Thomás Tosta de Sá, alertou que o Brasil precisa aproveitar o que classificou como bônus demográfico, para realizar uma reforma previdenciária, em um regime de acumulação de poupança, permitindo aos trabalhadores aumentar a participação no capital das empresas nacionais. Do contrário, aponta Tosta de Sá, o País vai continuar marcando passo frente ao crescimento econômico. “Sem essa reforma não resolveremos o problema da melhor distribuição da riqueza no País, nem o do desenvolvimento econômico de longo prazo”, garantiu o economista durante o XXVI… ... continue lendo →

Instituto de Biodiversidade pode dar impulso à biotecnologia

A ideia de explorar economicamente a biodiversidade brasileira não é novidade no meio acadêmico, já tendo sido apresentada em edições anteriores do Fórum Nacional. Mas o projeto de criação do Instituto de Biodiversidade a partir dos dados compilados pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pela empresa Extracta Moléculas Naturais, que atualmente partilham a maior coleção privada legal de extratos e derivados de órgãos de plantas disponíveis no Brasil, tornou-se mais sólido a partir da palestra de Antônio Paes de Carvalho, presidente da Extracta Moléculas Naturais e professor emérito da UFRJ,… ... continue lendo →

Uma ilha de otimismo nos gargalos do Brasil

O conselheiro da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), Antônio Gil, fez questão se apresentar como “o último dos otimistas”, neste segundo painel do XXVI Fórum Nacional, no Rio de Janeiro. “Como um país que realiza todos os anos um réveillon para três milhões de pessoas, em Copacabana; partidas de futebol com 50 mil pessoas por domingo, no Maracanã; continua acreditando que não é capaz de realizar bem uma Copa do Mundo? Quem inventou isso que está sendo repetido por motoristas de táxi e por todo mundo na… ... continue lendo →

O paradoxo no meio do caminho da inovação

Apesar da razoável quantidade de recursos aplicados na área de Pesquisa & Desenvolvimento nos últimos anos e do crescimento da produção científica nacional, o Brasil não consegue aproximar-se verdadeiramente da fronteira da inovação. Na tentativa de desvendar esse enigma, o consultor Claudio Frischtak apresentou sua palestra no XXVI Fórum Nacional. Ex-economista sênior do Banco Mundial, Frischtak afirmou que nos últimos anos diferentes governos intensificaram os esforços no sentido de aproximar o País da fronteira do conhecimento, na expectativa de que, ao fazê-lo – por meio de maiores gastos, oferta de financiamento aos agentes… ... continue lendo →