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7794-Raphaella Gomes“O Brasil tem tudo para ser protagonista na produção de energia e tecnologia a partir da biomassa, mas falta a ambição de querer ser mais do que exportador de commodities”. Com essa declaração, a diretora de Novos Negócios da Raízen, Raphaella Gomes, defendeu há pouco, no painel tecnológico do 31º Fórum Nacional, uma mudança radical do setor energético brasileiro na busca por fontes alternativas de geração.

Segundo a executiva, o Brasil já dispõe de tecnologia para produzir, através da biomassa, os mesmo produtos obtidos na cadeia do petróleo. Raphaella citou a vinhaça, resíduo da destilação da cana-de-açúcar, como exemplo de matéria-prima inovadora para o setor energético, com fábricas que podem operar no prazo de um ano, frente às plantas de produção de energia de primeira geração que necessitam de, pelo menos, três anos para começar a operar.

“Quando a gente olha o cenário mundial vemos duas questões: Crescimento populacional e de renda. Isso aumenta a demanda por energia e por tudo o mais. Como vamos lidar com essa demanda adicional e com a produção de resíduos que isso vai gerar?”, questionou a diretora da Raízen, para quem o mundo caminha de uma matriz energética energia baseada no fóssil para a matriz renovável de biomassa.

“Para atender a essa nova demanda não há caminho diferente daquele que olha para a biomassa e combustíveis renováveis”, disse Raphaella. A executiva defende uma regulamentação moderna para este setor, exatamente no momento em que o governo fala em desregulamentação.

“O Brasil tem o maior potencial de biomassa e biodiversidade do mundo. Se olhar só para a biodiversidade há um potencial gigantesco, principalmente na manipulação genética, transformando isso em novas soluções”, disse Raphaella.