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2631-Mariana VasconcelosConsiderada uma das pioneiras na adoção de tecnologia de ponta (internet das coisas, sensores, imagens de satélite) no campo, a Agrosmart explicou sua caminhada de sucesso durante o 31º Fórum Nacional. Aos 27 anos, a fundadora da empresa, Mariana Vasconcelos disse que resolveu empreender ao perceber que o Brasil tinha condições de competir ombro a ombro com países como Israel, EUA e outros desenvolvedores no segmento. “Hoje, nossa empresa cria soluções que permitem o monitoramento das lavouras, garantindo economia no consumo de energia e água e aumentando a produtividade em 20%”, disse.

Antes de criar a Agrosmart, em 2014, Mariana admite que “se deu mal” em outras três iniciativas empresariais na sua cidade-natal, Itajubá (MG). Os primeiros protótipos de hardware bem-sucedidos foram construídos com o fomento do Sebrae. “A partir daí, as portas da Apex se abriram para mim, e pude crescer ainda mais”, explicou. Contudo, a empreendedora ressaltou que, no Brasil, as startups sofrem para conseguir algum capital para desenvolvimento de produtos — diferentemente de outros países, onde a empresa iniciante tem portas abertas nas universidades e mesmo nas grandes corporações.

Mariana relembrou que não foi fácil conquistar a confiança do mercado. “Atuamos em uma área que demanda tecnologia, mas que ainda funciona de maneira mais tradicional, intuitiva. Foi preciso comprovar que realmente valia a pena investir naquela determinada tecnologia. Além disso, por sermos jovens e trazermos algo novo para o mercado, surgiu mais resistência. Nossa estratégia foi entrar na plantação, fazer um piloto e demonstrar a eficiência. Mas isso retardou a implantação final da tecnologia”, explicou.

Na avaliação de Mariana, ainda falta um pouco de ambição aos empreendedores nacionais, mas não a ela. Além de expandir os negócios da Agrosmart para o mercado externo, a jovem empresária pretende investir na criação de novos produtos. “Estamos ampliando nosso portfólio e o futuro é a consolidação como um Hub de tomada de decisão no campo, além de expandir internacionalmente”.