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Marcelo NeriO perfil do empreendedorismo no Brasil vem mudando nos últimos dez anos, surpreendendo pelos resultados obtidos, mesmo na faixa de empreendedores com menor tempo em sala de aula. Dados apresentados pelo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri, no XXV Fórum Nacional, nesta quarta-feira, 15, mostram que, apesar de menor do que o lucro obtido pelos empreendedores de maior escolaridade, analfabetos, mulheres, negros e pardos que têm algum tipo de atividade de subsistência, em todo o país, conseguiram ver seus lucros crescerem em até 24%.

“É como se houvesse também uma explosão de crescimento neste segmento, mas as primeiras fileiras – empreendedores com maior escolaridade – tiveram lucros 74% maiores, enquanto os analfabetos, negros e mulheres viram seus lucros crescerem 24%”, explica Neri, que apontou ainda um avanço no tempo de anos em sala de aula entre os empreendedores das periferias brasileiras de 6,48 anos completos de estudo em 2000, para 7,73 anos, em 2010.

Marcelo Neri concluiu também que a melhoria dos ganhos está ligada à redução da concorrência. Para ele, com o crescimento da oferta de emprego formal, o setor informal, como camelôs e outros empreendimentos de periferia, assistiu a uma significativa redução da concorrência, o que garantiu retorno muito melhor.

“O brasileiro prefere a carteira de trabalho, quando em uma esquina há dois camelôs oferecendo esse mesmo produto e um passa a trabalhar com carteira, abre espaço para o que ficou. Ou seja: menos empresas, melhores negócio”, observou Neri.