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Aloizio MercadanteAs instituições privadas de ensino poderão utilizar espaços ociosos para criar e oferecer cursos profissionalizantes e tecnológicos gratuitos à população, com as vagas sendo pagas pelo Governo Federal. De acordo com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, uma medida provisória neste sentido já está aprovada e vai aumentar ainda mais a oferta de cursos que capacitem profissional e tecnologicamente os jovens para o mercado de trabalho.

Aloizio Mercadante abriu o quarto painel no terceiro dia do XXV edição do Fórum Nacional, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro. Ele apontou ainda os desafios que o governo vem enfrentando para avançar na política de educação do País. Com relação à educação infantil, o ministro destacou a meta de construção de seis mil creches e pré-escolas até 2014, com a utilização de nova estratégia para a redução dos custos das obras. O ministro mostrou como grandes avanços a melhora do índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) registrado entre 2005 e 2011, o aumento da procura e inscrição de alunos nos cursos superiores na carreira de engenharia, que registra forte demanda de profissionais no mercado, que em 2011 já superou os ingressos na carreira de direito.

“Mas ainda faltam jovens interessados nas áreas de química, física e matemática”, lamenta Aloizio Mercadante, que espera reverter o quadro atual com programas voltados para alunos do ensino médio que desejarem seguir as carreiras científica ou do magistério.

Nos programas “Quero Ser Professor” e “Quero Ser Cientista”, os melhores alunos vão ser monitorados e acompanhados por tutores de universidades conveniadas para o programa, para que, desde o início do ensino médio tenham toda a capacitação necessária para desenvolver a carreira que escolheram.

Mercadante apontou, ainda, o maior foco na atração dos professores para os programas do governo, com bolsas de ajuda de custo para aprimoramento e capacitação, além da oferta de tablets e conteúdo didático com mais de mil opções de pesquisa, para auxiliar o magistério.

O Ministério da Educação também está negociando maior apoio aos estados, uma vez que mais de 88% das vagas no ensino secundário estão hoje sob a gestão dos governos estaduais.