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Jose Augusto CastroO Brasil tem que usar menos a variação cambial e outros fatores imprevisíveis como base para a política de exportações, e buscar um modelo que desonere o setor, para que o País tenha de fato uma presença expressiva no mercado internacional.

Essa é a avaliação do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, para quem é motivo de vergonha ver que o País está entre as dez maiores economias do planeta e apenas em 25º lugar entre os maiores exportadores.

“Importamos quantidade e não importância. Quando avaliamos os países que estão a nossa frente, sentimos vergonha. Estamos entre os dez maiores PIBs e apenas em 25º lugar em exportações. Em comparação com a Índia, estamos caindo enquanto eles crescem”, lamentou Castro.

“Gargalos na logística, custo tributário. Exportamos tributos, custos trabalhistas, previdência, taxa de inserção no mercado e temos 17 órgãos de governo atuando diretamente na exportação. Esse modelo tem que mudar”, disse Castro.

O presidente da AEB acrescenta: “Se não fosse tudo isso, a taxa de câmbio seria adequada, se não tivéssemos esse peso do custo Brasil. Caímos em todas as posições. O custo Brasil afasta o País das cadeias globais e gera a perda de milhões de empregos e divisas”.