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Claudio Frischtak“O Brasil precisa de um projeto de futuro, e o cerne é a reforma do Estado”. A visão é do economista Claudio Frischtak, manifestada em palestra apresentada durante o painel “Definindo a economia e a indústria que se quer para o País”, durante o primeiro dia do Fórum Nacional. Para Frischtak, presidente da Inter B. Consultoria, a reforma do Estado deve vir para que o interesse público se sobrepunha aos interesses dos cartórios e clientelas.

Além da reforma do Estado, o economista enumerou entre as reformas urgentes para o restabelecimento das condições para que a economia brasileira volte a crescer de forma compatível com o País jovem que o Brasil é a reforma política, a administrativa, a regulatória, além da reforma fiscal. De acordo com Frischtak, o atual potencial de crescimento da economia brasileira é de apenas 1,5%.

O presidente da Inter B. relacionou, em seu entendimento, as três heranças negativas do governo da presidente afastada Dilma Rousseff: a destruição das contas públicas, gerando “uma emergência fiscal como talvez nunca tenhamos antes vivido”; a captura e o aparelhamento do Estado que nunca parou para ver a racionalidade dos seus gastos e a valorização artificial do real, o que Frischtak chamou de contrarreforma que teria sido parte do “populismo de preços”.