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Carlos RoccaEm palestra no painel sobre Mercado de Capitais do Fórum Nacional, o economista Carlos Rocca, diretor técnico do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), disse que “o maior obstáculo à universalização do mercado de capitais brasileiro é a taxa de juros”. Em sua opinião, o modelo de desenvolvimento que supre a falta de recursos oriundos do mercado para as empresas, por conta de juros convidativos, por recursos subsidiados do BNDES “está esgotado simplesmente porque acabou o dinheiro”.

De acordo com a palestra de Rocca, os recursos para investimentos das empresas gerados pelo Mercado de Capitais é de 9,6%, enquanto o BNDES supre 11% desses financiamentos. “A taxa de juros elevada por décadas significou décadas de deseducação financeira”, afirmou.

A farta quantidade de números apresentada pelo economista mostrou, por exemplo, que para quem aplicou R$ 1 mil no mercado de ações na época da criação do Plano Real (julho de 1994), o capital atual alcançou de R$ 14 mil. Já para quem aplicou em um fundo DI, que é atrelado à taxa de juros, o capital terá passado para R$ 42 mil.

Esta situação, para Rocca, provocou uma fuga maciça dos investidores individuais no Mercado de Capitais brasileiro. Os recursos passaram de um terço do total em 2009 para cerca de 15% atualmente.