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Christoph Schimidit

A crise mundial vem forçando todos os países a rever o tamanho e a influência dos Estados frente a uma nova ordem econômica. Para o professor Christoph Schmidt, membro do Conselho Alemão de Especialistas Econômicos e presidente do RWI Essen, um dos convidados especiais da sessão de abertura do XXV Fórum Nacional, será necessário focar esforços no cidadão para garantir um desenvolvimento econômico justo e flexível. “É preciso que se tenha atenção ao cidadão e garantir que ele evolua e cresça de forma sustentável, aproveitando a criatividade e os avanços obtidos de forma contínua do conhecimento”, defendeu Schmidt.

O especialista disse ainda que, mais do que nunca, serão necessários investimentos no capital humano das nações, e no potencial administrativo do Estado. A Economia Social de Mercado tem que combinar uma configuração de alocação dos recursos públicos para reduzir as diferenças sociais. “É preciso conciliar a estrutura da liberdade de mercado, com as compensações sociais”, disse.

Para Christoph Schmidt, a nova ordem econômica não dá carta branca ao Estado. “O Estado tem o dever de garantir e defender as regras do jogo econômico, mas não pode interferir nos resultados econômicos individuais”, afirma.

O economista também acrescentou que a nova ordem mundial vai exigir o papel de gerenciador ao Estado. ”Cabe ao Estado manter uma competitividade viável, lutando contra cartéis, acordos de preços e não se deixar capturar por grupos individuais de pressão, sob a pena de agravar a desigualdade”, apontou Schmidt, que parabenizou o Brasil pela indicação de Roberto Azevêdo para a presidência da Organização Mundial do Comércio (OMC).