Sala de Imprensa

Paulo Protásio“Se o Brasil não tiver uma economia de alto valor agregado e aberta para o mundo, não teremos uma classe média forte e nos tornaremos permanentemente pobres.” O alerta é do presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Paulo Protásio, que participou nesta quarta-feira, dia 18, do painel de debates sobre o mercado de capitais brasileiro, na XXVIII edição do Fórum Nacional.

Protásio disse ainda que não dá mais para esperar que as mudanças necessárias para que o Brasil tenha acesso ao que chamou de “democracia industrial” venha de cima para baixo, por meio de decisões do governo federal. Para ele, essa pressão virá das cidades inovadoras.

“A verdadeira inovação só vai ocorrer de baixo para cima. Não vai nascer de um mandato de cima para baixo, virá das cidades. Países não produzem resultados sem a mão na massa”, garante Protásio.

Paulo Protásio defendeu ainda que os agentes econômicos e políticos do País devem aprender, para poder ensinar. Ele lembrou que a tocha olímpica até chegar ao Rio vai passar por 329 cidades. “E nós analisamos o quão são diferentes essas cidades? Nós temos 73 mil quilômetros de fibra ótica que não são utilizados. Tempos portos que não são utilizados. Se nós não tivéssemos ido ao fundo do poço, talvez jamais fôssemos levados a enxergar isso”, lembrou.

“Precisamos mudar a forma como educamos as pessoas. Aprender a aprender. Para inovar a forma como nós utilizamos a nossa infraestrutura. Além da valorização dos docentes, a perspectiva de uma nova escola municipal integral poderá trazer esse capital humano para este país real”, disse Paulo Protásio, para quem o novo mundo exige “mão na massa”.