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O futuro do sindicalismo: (CUT, Força Sindical, CGT). Nobel, São Paulo, 1992 [Seminário Especial- 1992].

Este livro contém dois estudos de renomados especialistas e os pontos de vista das três centrais sindicais brasileiras – a CUT, a Força Sindical e a CGT – sobre o futuro do sindicalismo no mundo e, em especial, no Brasil, diante das transformações sócio-econômicas resultantes do novo paradigma do desenvolvimento contemporâneo.

No seminário que lhe deu origem, promovido pelo Fórum Nacional, João Paulo dos Reis Velloso apresentou a “agenda da modernidade”, com a qual se compromete a sociedade brasileira, que envolve transformações produtivas (em particular, reestruturação industrial), avanços sociais (com ênfase na educação básica universal), reformas políticas (com revisão do Estado) e novo modelo de empresa privada. Observou que o sindicalismo brasileiro, com seu novo poder, deve assumir nesse processo sua correspondente responsabilidade. Na introdução deste livro, Velloso reconhece que a CUT, a Força Sindical e a CGT apercebem-se dessas novas realidades e caminham para abandonar a postura apenas reinvindicatória e a tática do confronto na direção do diálogo e negociação. Salienta, também, a decisão delas de influir nos rumos da modernização do país, em lugar de a ela opor-se.

Na primeira parte do livro, Leôncio Martins Rodrigues e José Pastore examinam a crise no sindicalismo nas sociedades mais desenvolvidas e como funcionam, nas economias competitivas, as relações entre capital e trabalho, novos desafios a serem enfrentados pelo movimento sindical brasileiro (o qual, diferentemente do que em geral ocorreu no resto do mundo, avançou muito nos anos 80).

Na segunda parte, a CUT, a Força Sindical e a CGT apresentam, em documentos de natureza programática (subscritos, respectivamente por, Jair Meneguelli, Luiz Antonio de Medeiros e Francisco Canindé Pegado do Nascimento), as atuais opções e as diversas posturas do movimento sindical no Brasil, todos eles afirmando a necessidade de rever objetivos e estratégias de ação, em sintonia com as transformações por que passa a sociedade nacional e as sinalizações que anunciam novos tempos. A voz do empresariado faz-se ouvir, na conclusão do livro, por intermédio de Mario Amato, que propõe uma aliança entre capital e trabalho em torno de um projeto comum de modernização nacional: uma nova parceria, “politicamente madura”, construída “com base no diálogo e no respeito mútuo”.

Sumário

Introdução

O futuro do sindicalismo no Brasil
João Paulo dos Reis Velloso

Parte I – O sindicalismo e o novo padrão de desenvolvimento

As transformações da sociedade contemporânea e o futuro do sindicalismo
Leôncio Martins Rodrigues

Relações de trabalho em economias competitivas
José Pastore

Parte II – Opções do sindicalismo no Brasil

Enfrentar a crise e retomar o desenvolvimento: o desafio dos anos 90 (documento da CUT)
Jair Meneguelli

Alternativas para o sindicalismo: revendo conceitos e práticas (documento da Força Sindical)
Luiz Antonio de Medeiros

Estratégia sindical e transformação da sociedade (documento da CGT)
Francisco Canindé Pegado do Nascimento

Conclusão

Capital e trabalho: entendimento com base em projeto nacional comum
Mario Amato