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Como vão o desenvolvimento e a democracia no Brasil?. J. Olympio, Rio de Janeiro, 2001 [XIII Fórum Nacional- 2001].

Este livro publica os principais estudos apresentados e debatidos no XIII Fórum Nacional (2001), que se propôs a examinar o estado atual do desenvolvimento e da democracia no Brasil com o objetivo de avaliar seus desempenhos e encontrar respostas para suas maiores questões.

Na Introdução, João Paulo dos Reis Velloso observa que de fins do século XIX até 1980 o Brasil foi, talvez, o país de maior crescimento no mundo. Esse desempenho, a despeito das distorções que acumulou, consolidou no inconsciente coletivo uma espécie de “sonho brasileiro”; o do desenvolvimento nacional. Depois, veio a “década perdida” para o crescimento, embora ganha para a democracia, que em geral está caminhando bem. Nos anos 90, conquistou-se a estabilidade de preços. Hoje, o crescimento sustentado depende de uma nova conquista: o investimento para exportar. E o desenvolvimento, de uma nova configuração: uma economia baseada no conhecimento.

A primeira parte do livro é dedicada à análise dos principais problemas do crescimento e do desenvolvimento nacionais. Armínio Fraga ressalta que, na formulação da política econômica voltada para o crescimento sustentado, o estrutural deverá prevalecer sobre o conjuntural, embora reconheça que o país vive um momento conjunturalmente adverso. Raul Velloso adverte que o ajuste fiscal sem paralelo realizado pelo país ainda está incompleto.

Marco Antônio F.H. Cavalcanti e Cláudio Roberto Frischtak voltam-se para a questão da vulnerabilidade externa, explicitando as relações entre crescimento, balança comercial e câmbio e apontando o investimento para exportar como a saída para maior equilíbrio do balanço de pagamentos. Ricardo A. Markwald avalia o impacto da abertura comercial na indústria brasileira e Paulo Furtado de Castro, os efeitos dos investimentos diretos externos sobre a economia, ressaltando sua inexpressiva contribuição para o aumento das exportações e, em geral, o equilíbrio externo. A questão das estratégias empresariais no contexto da inserção brasileira na globalização é analisada por Antonio Barros de Castro e Adriano Proença (“Novas estratégias industriais: sobrevida ou inflexão?”), Roberto Teixeira da Costa (“As empresas brasileiras e a Alca: Comentários”) e Emílio Odebrecht (“Uma empresa brasileira de projeção global”). E Paulo Fernando Fleury faz um balanço do debate havido sobre a Internet e suas implicações no desenvolvimento nacional.

Na segunda e última parte do livro, três respeitados cientistas políticos brasileiros (Wanderley Guilherme dos Santos, Sérgio Abranches e Fábio Wanderley Reis) examinam a democracia brasileira, seu estado atual e as medidas que poderão contribuir para o seu aperfeiçoamento, o que é em seguida comentado por Fernando Limongi.

Sumário

Introdução

Desenvolvimento da democracia no Brasil
João Paulo dos Reis Velloso

Primeira Parte – Crescimento e desenvolvimento

Política econômica e desenvolvimento
Armínio Fraga

Ajuste fiscal sem paralelo, mesmo que ainda incompleto
Raul Velloso

O crescimento econômico, a balança comercial e a relação câmbio-investimento
Marco Antônio F.H. Cavalcanti e Cláudio Roberto Frischtak

O impacto da abertura comercial sobre a indústria brasileira
Ricardo A. Markwald

Os investimentos estrangeiros e seus impactos na economia brasileira
Antônio Corrêa de Lacerda

Abertura econômica, investimento estrangeiro e desnacionalização: comentários
Paulo Furtado de Castro

Novas estratégias industriais: sobrevida ou inflexão?
Antonio Barros de Castro e Adriano Proença

As empresas brasileiras e a Alca: comentários
Roberto Teixeira da Costa

Uma empresa brasileira de projeção global
Emílio Odebrecht

A Internet, a nova economia e suas implicações para o Brasil
Paulo Fernando Fleury

Segunda Parte – A democracia brasileira e o futuro

A democracia e seu futuro no Brasil
Wanderley Guilherme dos Santos

A democracia brasileira vai bem, mas requer cuidados
Sérgio Abranches

Brasil ao quadrado?: democracia, subversão e reforma
Fábio Wanderley Reis

Como vai a democracia brasileira?: comentários
Fernando Limongi