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8159-Patricio Junior“Os portos brasileiros são um ótimo negócio, mas o setor precisa de estabilidade jurídica maior”. Foi essa a tônica da rápida palestra de Patricio Junior, diretor da empresa de investimentos portuários TIL, durante o segundo dia de debates do 31º Fórum Nacional. Empresa do grupo marítimo MSC, a TIL é responsável por 15% do comércio mundial em contêineres.

Na avaliação do executivo, os portos nacionais podem competir ombro a ombro com os melhores portos mundiais, contanto que os investidores tenham confiança no marco regulatório. “Não se pode mudar as leis a cada semana”, alfinetou.

Ex-presidente do porto de Ácaba, na Jordânia, Patricio comentou o que considera um “vácuo de poder” que se instalou na regulamentação do setor portuário no Brasil nos últimos anos. “Brasília ficou acéfala e todos lá acham que mandam. Isso não ajuda quem opera na ponta do porto”, disse.

Como forma de chamar as atenções para as questões portuárias, o executivo enfatizou que porto não é drogas, não é corrupção e que precisa ser enxergado corretamente. “Porto é o pedacinho de uma cadeia logística muito grande, mas que funciona muito bem”, disse.