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Christian LohbauerO candidato a vice-presidente da República pelo Partido Novo (na chapa encabeçada por João Amoedo), Christian Lohbauer, defendeu a entrada do Brasil no que chamou de verdadeiro capitalismo, com a redução do custo do capital e aumento da produtividade, com foco na eficiência do setor público e privatização de estatais, como a Infraero, que geram um prejuízo, segundo ele, de R$ 4 bilhões por ano.

“O que o nosso programa faz é trazer o capitalismo para o Brasil. Na nossa visão é preciso a redução do custo de capital e o aumento da produtividade. O que existe hoje, por conta de políticas irresponsáveis, é um processo sistemático de transferência dos recursos de pobres para ricos”, criticou, focando suas críticas no modelo econômico adotado pelo PT e partidos aliados aos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Segundo Lohbauer, pelo menos 150 estatais estão no foco do programa de governo do Partido Novo como privatizáveis. O candidato também defendeu uma maior inserção do país no mercado global, com o ingresso do país na Organização para Cooperação E Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“Finalmente, temos que ingressar na OCDE e deixarmos de ser meros expectadores. Temos também que acabar com a seletividade. Sermos horizontais na escolha de quem recebe crédito. Nosso país transformou-se em um país antiempresarial, que não prestigia quem quer gerar riqueza”, atacou Lohbauer.

“Esse país vai ter que enfrentar um processo de abertura comercial. Temos que enfrentar e entrar na nova lógica mundial. Não dá mais para deixar o Brasil neste ambiente fechado ao mundo dos negócios”, acrescentou.

Ainda segundo Lohbauer, pelo menos 33% do PIB brasileiro estão na mão de 20 mil empresas estrangeiras, que respondem por apenas 4% da força de trabalho. “É nessas empresas que teremos que focar”, disse o candidato.

Lohbauer citou ainda a redução da ineficiência do Estado como meta fundamental, com revisão da Lei nº 866 (Lei das Licitações), que rege a contratação das estatais, e reforma do Simples, o que, segundo acredita, já garantiria uma redução de custos da ordem de 1,5% do PIB.