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Guilherme MercêsO economista Guilherme Mercês, que participou da Sessão Especial do Fórum Nacional representando o candidato a governador Romário, do Podemos, centrou sua palestra nos três grandes desafios que o Estado do Rio de Janeiro tem de enfrentar: a questão fiscal, a segurança pública e a geração de empregos. “Na verdade, esses três problemas estão interligados. A insegurança expulsa os grandes geradores de empregos e o crescimento do desemprego deteriora os índices de segurança pública. Tudo isso potencializado pela caótica situação fiscal fluminense”, resumiu.

Mercês enfatizou que o momento vivido pelo estado não permite aos candidatos fazerem bravatas. “A situação real tem de ser compartilhada com a população e com os outros entes federativos, sem falsas promessas”. Segundo o palestrante, o Rio de Janeiro está demorando demais a se recuperar do desemprego. “Os números mostram que o Brasil já começa a criar novos postos de trabalho, enquanto nosso estado continua demitindo, e isso é péssimo para qualquer economia”.

Para o economista, a recessão bateu mais forte no Rio de Janeiro porque afetou seus principais setores econômicos: petróleo e gás, construção civil e automotivo. Na avaliação de Mercês, o futuro governante terá que “apagar os incêndios” e, simultaneamente, lançar as bases da nova economia do Rio de Janeiro. “Não podemos mais ficar tão dependentes desses setores, precisamos estar em linha com a revolução científica e laboral que o mundo atravessa”, disse.

Da mesma forma que apontou os três maiores desafios, o economista ressaltou as três forças que podem impulsionar o Rio ao novo patamar: visibilidade global (segundo ele, isso pode atrair investimentos do Brasil e do exterior), a posição estratégica em termos logísticos (com sólida infraestrutura, sobretudo na área dos portos, e com localização privilegiada, a menos de 500 quilômetros de distância da produção de 50% do PIB nacional), e o capital humano (alto número de mestres e doutores em várias áreas do conhecimento). “Arrumar a casa e preparar o futuro deve ser a meta do próximo governo”, concluiu.