Sala de Imprensa

“Por favor, não façam isso. Não emitam dinheiro adoidado para financiar o rombo da Previdência, como estão fazendo agora”. O apelo foi feito agora há pouco pelo presidente do Fórum Nacional, Raul Velloso, aos candidatos a vice presidente pelo Podemos, Paulo Rabello de Castro, e pelo Partido Novo, Christian Lohbauer.

Raul VellosoVelloso argumentou que não há mais como o governo ignorar a necessidade de o país equacionar a questão da Previdência para conseguir alívio nas contas públicas e recuperar a capacidade de investir em infraestrutura e voltar a crescer.

Segundo Velloso, há uma explosão dos gastos previdenciários destinados a beneficiários do setor público, sem falar do INSS, e uma recessão histórica. Essa equação, de acordo com o economista, levou ao caos, com um déficit R$ 172 bilhões na previdência dos estados e da União, que mesmo se ajustado, eliminando o efeito negativo gerado pela recessão, somaria ainda, no mínimo, R$ 94 bilhões.

“Tem como zerar esse déficit? Tem. Mas serão necessárias inúmeras medidas para se chegar a esse processo”, disse.

Fernando VelosoO economista Fernando Veloso, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi além e disse que as más notícias não param por aí. Segundo ele, a economia brasileira, que dava sinais de reação, começa a andar de lado, o país está perdendo o bônus demográfico, quanto a populaç~çao em idade ativa cresce mais do que a população total, e assiste os índices de produtividades a recuarem aos anos 1980.

E pior, conforme acrescentou o economista da FGV: “É dramática a queda do investimento privado, que desabou, com efeitos de curto e longo prazo”.