Sala de Imprensa

Marcelo TrindadeO advogado Marcelo Trindade, candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro pelo Partido Novo, projetou nuvens escuras sobre a frágil situação econômica do Rio e classificou como irresponsáveis os candidatos que não tratam com seriedade e clareza nos debates as dificuldades a serem enfrentadas por quem assumir o Palácio Guanabara a partir de 2019.

“Nós temos que enfrentar a situação fiscal do Rio de frente e com clareza. Se tudo der certo, chegaremos a 2023 ainda com sérios problemas”, alertou Trindade ao participar do segundo dia da Sessão Especial do Fórum Nacional.

Trindade lembrou que sucessivos governos não ouviram seus técnicos e alertas que apontavam para o descasamento exagerado entre os reajustes salariais do estado e os números da inflação. O resultado foi um período no qual a inflação acumulada não passou de 40%, mas a folha salarial do estado cresceu mais que o triplo, chegando a 140%.

“Com uma inflação de 40% nossa folha cresceu 140%, por conta de não ouvirmos os secretários, técnicos e por irresponsabilidade política”, disparou.

“Hoje nós temos uma situação de redução da folha de pessoal, mas que pode ser apenas a migração para a aposentadoria, o que não é nada bom. Com medo da reforma as pessoas podem estar correndo para se aposentar”, suspeitou Trindade, para quem ainda é preciso encarar o desafio de salvar as carreiras de estado, contendo as nomeações políticas que tiram a eficiência e pesam sobre a folha. “A nomeação política campeia e afasta os verdadeiros e bons técnicos da carreira de estado”, lamentou.

O candidato convocou o Poder Judiciário a firmar um pacto pelo Rio de Janeiro que possa por fim à verdadeira guerra de liminares hoje existente. “Se o servidor público é demitido, ou o sindicato ou ele próprio consegue uma liminar para retornar. O judiciário precisa negar essa liminar”, defendeu Trindade. Ele citou ainda o enorme período de penhoras de receitas por parte da Justiça para garantir pagamentos de salários nos monentos mais agudos da crise econômica do estado.

“O Rio precisa de um pacto e na nossa visão o primeiro pacto é encarar a realidade e falar claramente sobre essa realidade. Não entendo como as pessoas querem assumir esse cargo mentindo, pois vejo que mesmo falando a verdade já é um cargo difícil”, finalizou Trindade.