Sala de Imprensa

2922-Adalberto VasconcelosGestor do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal desde o seu lançamento, em 2017, o secretário-especial do PPI, Adalberto Vasconcelos, afirmou em palestra no 31º Fórum Nacional que a única saída para a infraestrutura brasileira avançar é a partir da participação da iniciativa privada nos investimentos e na gestão de empreendimentos. Auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) desde 1996 e engenheiro de formação, Vasconcelos fez um balanço de sua gestão até agora.

Segundo ele, 140 projetos do programa já foram concluídos, com R$ 257 bilhões em investimentos e R$ 49 bilhões arrecadados em outorgas para os cofres públicos. “O gap de infraestrutura apontado pelo professor Raul Velloso será preenchido com novos projetos, e 59 deles já estão engatilhados, incluindo concessões de rodovias e portos”, assegurou. “Diante do déficit primário de R$ 135 bilhões, não temos recursos públicos para investir. A única saída para o país sair do atraso em relação à infraestrutura é a partir da participação privada”, afirmou.

Algumas grandes obras paradas ou em ritmo lento serão incorporados à carteira do PPI. “Temos obras em que entra governo, sai governo e ela não tem um desfecho. A sociedade fica clamando pela conclusão desse serviço. A ferrovia Transnordestina, a transposição do Rio São Francisco e a usina nuclear de Angra 3 são obras emblemáticas que vão entrar na carteira do PPI para podermos estudar, avaliar e apresentar uma solução que venha ao encontro do interesse público”, informou Vasconcelos.

“Somos um órgão de governança, formado por 70 técnicos altamente qualificados que eu tenho a honra de coordenar”, exaltou Vasconcelos, ressaltando que o planejamento bem feito é a chave do sucesso de qualquer projeto. “Quando não se planeja, não se sabe onde se chegará”, concluiu.