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Gustavo Barbosaex-secretário da Fazenda do Rio de Janeiro, Gustavo Barbosa, foi enfático há pouco, no encerramento da Sessão Especial do Fórum Nacional, ao comentar os problemas enfrentados pelo estado, tanto no que diz respeito às receitas, quanto com relação ao rombo do sistema de previdência fluminense.

Segundo Barbosa, a questão maior está longe da alçada do Rio de Janeiro, pois o que é necessário é a reforma de todo o estado brasileiro. “Algo está muito errado. A gente tem que repensar o estado brasileiro. Será que a sociedade sabe qual o custo do estado? Acho que não sabe. Existem carreiras que você hoje começa a trabalhar ganhando 15 mil e em menos de dez anos, está ganhando R$ 30 mil. Está certo isso?, Questionou.

O ex-secretário realçou, no entanto, que essa situação que ele considera caótica não é culpa do servidor, que apenas fez um concurso público, mas de quem permite tais distorções legais possam acontecer.

“As carreiras que hoje estão recebendo o aumento, com a derrubada do veto do governador Pezão, foram aquelas que menos sofreram com a crise e que nunca tiveram salários atrasados. Será que a população sabe que todos os impostos recolhidos são para pagar a 420 mil servidores? Acho que não sabe”, disse Barbosa.

As críticas políticas nos debates eleitorais envolvendo o Plano de Recuperação Fiscal do estado também não ficaram sem resposta. Gustavo Barbosa classificou como levianos aqueles que dizem que a Cedae foi vendida por R$ 2,9 bilhões.

“Outra questão. A Cedae não foi vendida por R$ 2,9 bilhões. Ela foi dada como garantia para um empréstimo de R$ 2,9 bilhões. Não sei quanto a Cedae vale, mas certamente vale muito mais do que isso. Na precificação feita quando da operação [o acordo do Regime de Recuperação Fiscal] ela foi avaliada em R$ 8 bilhões. Portanto, a Cedae não foi vendida e quem fala que foi vendida por R$ 2,9 bilhões ou está enviesado ou não lê jornal”, disse Barbosa.

O ex-secretário também foi enfático ao comentar a situação da Previdência do estado. Segundo ele, erra quem pensar que a solução partirá do próprio Rio de Janeiro. “Com relação à Previdência a primeira questão é compreender que toda a mudança virá do Congresso Nacional e não das assembléias legislativas. Mas existe a necessidade de uma proposta de transição. Toda a reforma previdenciária requer um período de transição”, ponderou.