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Raul VellosoNa abertura do segundo dia de debates da Sessão Especial do Fórum Nacional, o economista Raul Velloso voltou a abordar o principal tema do seminário: os gastos da Previdência Social dos estados e a questão do crescente endividamento público nesse setor. “Precisamos de investimentos públicos para voltarmos a crescer, mas o déficit previdenciário praticamente nos impede de seguir adiante com os grandes planos”, lamentou.

Com ajuda de gráficos e mapas, Velloso mostrou que os estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os campeões de peso elevado da previdência pública em relação às suas receita. “Esses três estados estão em situação crítica”, enfatizou.

Em outro levantamento, Velloso demonstrou que a soma da crise previdenciária à maior recessão da história do País (O PIB brasileiro recuou 3,5% em 2015 e o mesmo número em 2016) gerou o caos fiscal que os entes federativos, principalmente os acima citados, ora atravessam.

“O tamanho do impacto da recessão nessa equação foi enorme, o que agravou a crise e acelerou o caos fiscal”, disse. Mas alguns estados, segundo o economista, já vêm fazendo o dever de casa. “Diferentemente do que vejo na mídia, que aponta os estados como gastadores inveterados, verifiquei que o Rio de Janeiro, por exemplo, já conseguiu reduzir seus gastos com pessoal ativo, no caminho inverso do que vem fazendo a União”, pontuou.

Apesar do quadro caótico, Velloso ressaltou que há solução para os problemas, conforme os próprios participantes do Fórum Nacional apontam. “Para zerar esse déficit serão necessárias numerosas medidas e uma visão de longo prazo dos governantes”, destacou.