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Leonardo RolimO economista e consultor Leonardo Rolim não poupou críticas ao modelo atual de gestão do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) brasileiro, o do INSS, e aos regimes próprios de previdência da União e dos estados. Segundo Rolim, todo o sistema previdenciário brasileiro é insustentável.

“Nosso sistema previdenciário, segundo estudos do Banco Mundial e do Ipea, está entre os mais insustentáveis do mundo. No ano passado o Brasil gastou 14,5% do PIB com Previdência, o que supera a parcela do PIB gasta por toda a União Européia”, apontou Rolim, destacando, especialmente, a gravidade do rombo nos regimes previdenciários dos estados.

“O passivo atuarial dos estados é um problema muito sério. No caso do Rio de Janeiro, se retirada a receita do petróleo, o estado teria equivalente a cinco vezes a receita líquida como passivo atuarial previdenciário. E essa dívida, que deverá ser rolada até 2023, terá que ser paga um dia”, alertou Rolim.

Com base nos dados que apresentou no Fórum, o economista destacou que o panorama previdenciário do Rio de Janeiro para os próximos ano, mesmo com a perspectivas de reformas, continua não sendo nada animador.

“Com o aporte de ativos, a Previdência vai oscilar, entre déficit e superávit. Portanto, a solução é a securitização de recebíveis. O efeito da reforma da Previdência no estado do Rio de Janeiro, por exemplo, não vai afetar muito, por causa dos direitos adquiridos. O efeito da reforma vai reduzir o déficit em pouco mais de 15%, mas não resolve a questão da receita e dos históricos déficits atuariais”, afirmou.

Rolim elencou como caminhos para zerar o déficit atuarial do sistema previdenciário fluminense nos próximos dez anos, a revisão total do regime próprio, com o aporte de ativos ao fundo previdenciário, a securitização de recebíveis para eliminar déficit financeiro e a melhoria de governança do RioPrevidência, além da criação de Alíquota suplementar patronal para categorias com direito a aposentadoria antecipada, como professores e policiais.