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Armando CastelarO Brasil terá que dobrar o volume atual de investimentos nos próximos dez anos, para que chegue à média mundial de aportes em infraestrutura, se não quiser ser ultrapassado pela Índia, em pouco mais de cinco anos, e voltar a ser um país pobre.

Esta é a conclusão do estudo apresentado nesta sexta-feira pelo economista da Fundação Getulio Vargas, Armando Castelar, para quem os atuais 2,2% do PIB investidos pelo País terá que saltar, pelo menos, para 5,5%, para que o Brasil não recue nos poucos avanços obtidos na infraestrutura.

De acordo com Castelar, grande parte destes investimentos terá que vir do setor público, que não deverá atuar sozinho, mas com parceiros privados.

Castelar lembrou ainda que o Brasil precisará dar uma forte guinada também no cenário de segurança jurídica e de regulação, para que os investidores venham e acreditem que este não será mais um movimento de “voo de galinha”, como vem sendo marcado o ciclo de investimentos em infraestrutura no País.

O economista da FGV destaca que os investimentos em infraestrutura só estiveram dentro da média mundial nos anos 70 e que, de lá para cá, os investimentos despencaram de 5,4% para pouco mais de 2% do Produto Interno Bruto brasileiro.