Sala de Imprensa

Contas dos estados podem ser aliviadas com a dívida ativa

A securitização da dívida ativa poderá representar um alívio nas contas dos estados e municípios, em curto espaço de tempo. Pelo menos é esta a conclusão do estudo apresentado nesta quinta-feira, dia 15, no Rio de Janeiro, pelo economista e professor da Fundação Getulio Vargas Carlos Kerbes, que analisou os modelos de securitização já adotados pelos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Piauí. De acordo com Kerbes, os modelos em geral são simples. Em vez de os estados e municípios buscarem receber esses ativos judicialmente, em batalhas que garantem fluxos… ... continue lendo →

Bicalho: “Calamidade financeira nos estados”

O secretário da Fazenda do estado de Minas Gerais, José Afonso Bicalho, disse em palestra no segundo painel da Sessão Especial do Fórum Nacional que a crise financeira dos estados brasileiros é tamanha que “se não tivermos alguma mudança, daqui a pouco todos os estados, exceto São Paulo, vão ter que decretar estado de calamidade financeira”. Atualmente, os estados do Norte e Nordeste ameaçam decretar calamidade caso o governo federal não lhes conceda recursos compensatórios à recente renegociação de dívidas feita com outros estados. De acordo com Bicalho, além de razões conjunturais, como… ... continue lendo →

Não há saída sem o ajuste fiscal

Os economistas da Fecomércio Carlos Thadeu de Freitas e Rubens Penha Cysne apresentaram um cenário extremamente negativo para a economia brasileira, caso não se acelere a discussão e a aprovação do ajuste fiscal. De acordo com Carlos Thadeu de Freitas, o Brasil sempre viveu o dilema de qualquer ajuste ser baseado em elevação da carga tributária e corte nos gastos. Em sua opinião, no entanto, a situação de agora é muito pior. " Nós saltamos o peso dos gastos públicos de 10% do PIB para 20% do PIB e isso não é sustentável",… ... continue lendo →

Com mais despesas, teremos que criar novo imposto todo ano

Em palestra sobre ajuste fiscal proposto pelo governo na PEC 241, o chefe da Assessoria Especial do Ministério da Fazenda, Marcos Mendes, disse que se a limitação ao crescimento das despesas públicas proposto pela PEC não for aprovado e o ajuste precisar ser feito pela via da receita, será necessário criar uma CPMF nova a cada ano, porque a despesa continuará crescendo. A PEC 241 propõe que as despesas públicas não cresçam mais do que a inflação do ano anterior nos próximos 20 anos. De acordo com Mendes, se o ajuste não for… ... continue lendo →

O ajuste fiscal gradual será a nossa saída da crise

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, afirmou, nesta quinta-feira 15, no Rio de Janeiro, que somente a aprovação da PEC 241 vai garantir um ajuste fiscal gradual e a saída da atual crise econômica. "Nós estamos vivendo uma crise sem precedentes em toda a história do País. Somente um ajuste gradual, contendo os gastos públicos, vai garantir a superação deste momento no Brasil", disse Mansueto, para quem não adianta somente o ajuste fiscal, mas também se aprovar com urgência a reforma da Previdência. "Não há como se conter… ... continue lendo →

Ajuste fiscal não pode ser uniforme

Em palestra que teve como mote a superação da crise econômica brasileira no curto, médio e longo prazos, o economista Aloisio Araújo, diretor da Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), disse que “não se pode fazer um ajuste fiscal uniforme”, prejudicando investimentos que vêm dando certo, como na educação infantil. Após lembrar que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que estabelece um teto para os gastos públicos, e as reformas necessárias à recuperação econômica sofrerão a ação de “lobbies” poderosos, como os da saúde, da educação e dos gastos… ... continue lendo →

O cenário de exportações para o Brasil ainda é pouco favorável

O diretor geral da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), Ricardo Markwald, apontou um cenário pouco favorável para uma reação das vendas de produtos e serviços brasileiros no exterior, pelo menos para os próximos três anos. De acordo com Markwald, só haverá uma pequena reação no segundo semestre de 2018, mesmo assim, ainda contaminado pela crise brasileira. "O que se espera para os próximos anos é um crescimento mundial de, no máximo, 3%, contra 6% até 2007, antes da crise global. Porém, não se repetirá o crescimento registrado entre os anos… ... continue lendo →

Bacha: integração como base para o crescimento

Em palestra durante a abertura da Sessão Especial do Fórum Nacional, o economista Edmar Bacha, diretor do Instituto de Estudos de Política Econômica Casa das Garças, defendeu a abertura ao comércio internacional como alternativa para o Brasil transitar da condição de economia média para economia desenvolvida. “Todos os países que mudaram de padrão de desenvolvimento após a Segunda Guerra Mundial o fizeram por meio de crescente integração internacional”, afirmou. Bacha destacou que enquanto os Estados Unidos são a maior economia do mundo e a segunda maior exportadora, e a China, segunda maior economia… ... continue lendo →

O Brasil continua fechado e com ambiente de negócios ruim

O economista e presidente da Inter.B Consultoria, Cláudio Frischtak, defendeu, nesta quarta-feira 14, a retomada da estratégia de reformas fundamentais para o estado brasileiro voltar a crescer. "Ou retomamos o caminho das reformas, ou estamos fadados ao fracasso", disse Frischtak, apontando que, nos últimos 20 anos, o Brasil teve 15 anos de governos reformistas: Collor, que avançou muito nas privatizações, apesar da derrocada final; os períodos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso; e o primeiro governo Lula. "Mas cometemos erros bárbaros na microeconomia. Nós estamos abrindo mão de 1,5% de PIB anual de… ... continue lendo →

Brasil cresce em conhecimento, mas não em inovação

O Brasil vem crescendo expressivamente em termos de produção de conhecimento científico, mas está regredindo em termos de transformação desse conhecimento em produtos inovadores colocados no mercado. A frase resume a palestra feita pelo ex-presidente e atual diretor de Ciência e Tecnologia da Finep, Wanderley de Souza, durante a abertura da Sessão Especial do Fórum Especial, que começou hoje e vai até amanhã. De acordo com Souza, os investimentos de R$ 3 bilhões feitos nos últimos 13 anos para aperfeiçoar a estrutura das universidades colocaram o País em 14º lugar mundial, tendo chegado… ... continue lendo →

Os maiores problemas do Brasil são a política e a falta de ética

O presidente do Fórum Nacional João Paulo dos Reis Velloso citou Stefan Zweig, em estudo publicado em 1941, quando já se apontava as bases fundamentais para o crescimento e os problemas brasileiros. "Como conseguir em nosso mundo a convivência pacífica entre as pessoas? Ninguém conseguiu realizar tão bem isso quanto o Brasil", disse Zweig. "Mas, e hoje?", questionou Reis Velloso, para quem a democracia só será preservada se houver manifestação pacífica do povo, de forma ativa e moderna. "O governo somos nós. É inadmissível uma sociedade de cordeiros à mercê de lobos", defendeu… ... continue lendo →

Relação Dívida-PIB pode ir além de 90%

Em sua palestra durante a abertura da Sessão Especial do Fórum Nacional, o economista Affonso Celso Pastore, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), disse que a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto brasileiros (Relação Dívida-PIB), atualmente em cerca de 70%, pode ultrapassar 90% nos próximos anos, mesmo com a retomada do crescimento do PIB a partir de 2017 e com as medidas de ajuste fiscal previstas pelo governo sendo implementadas. A estimativa de Pastore está baseada na hipótese de que o PIB volte a crescer a uma média de… ... continue lendo →