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Luiz Carlos BarretoO produtor de cinema Luiz Carlos Barreto defendeu, em palestra na Sessão Especial do Fórum Nacional, que o Brasil invista fortemente na criação de uma poderosa indústria cultural como forma de forjar uma identidade nacional, como foi feito nos Estados Unidos. “Poucos são os homens de governo que entendem, ou não querem entender, a relevância da produção cultural para um país”, afirmou.

Barreto destacou que a indústria cultural, apenas nos oito primeiros meses deste ano, gerou no mundo inteiro uma receita de US$ 1,8 trilhão, devendo chegar a US$ 2,3 trilhões até o final do ano. Disse ainda que Brasil e China são os países do mundo que mais crescem no consumo de atividades culturais. A receita do setor no país passou de R$ 11 bilhões em 2001 para R$ 23 bilhões em 2010 e deverá fechar este ano em R$ 60 bilhões, podendo alcançar perto de R$ 100 bilhões em 2020.

Esse potencial, em sua opinião, deve ser explorado para a construção de uma indústria cultural própria, evitando que o País se torne apenas um consumidor de uma cultura produzida em outras regiões do mundo, da mesma forma que, para ele, ocorreu com as mercadorias. “Continuamos na monocultura das commodities e deu no que deu”, disse, referindo-se à crise econômica atual.