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André CorrêaEm palestra na sessão de encerramento do XXVIII Fórum Nacional, sobre “As Urgências da Questão Ambiental”, o secretário do Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Rio de Janeiro, André Corrêa, defendeu a necessidade de se construir um órgão de governança para a Baía de Guanabara que possa coordenar as ações dos muitos municípios e órgãos de governo que têm ingerência sobre as águas da Baía, como Marinha, Estado e municípios do seu entorno.

“Os órgãos que têm ingerência sobre a Baía não se falam”, lamentou, afirmando que “empoderar uma governança que trate desse tema” é uma das urgências ambientais do estado. Corrêa disse que desde 1992, quando foi contratado o primeiro empréstimo do governo japonês para despoluir a Baía, que se vive uma ilusão que precisa ser desfeita, a de que a Baía poderia ser limpa com os US$ 800 milhões correspondentes àquele empréstimo.

“Esses US$ 800 milhões não fazem nem cosquinha nas necessidades”, afirmou Corrêa. O secretário disse que a crise atual é uma oportunidade para que se busque novas soluções, e disse que está buscando na Secretaria a construção de uma unidade de Gente e Gestão por entender que inovar nessa área também é uma questão ambiental.