Livros

O Brasil e a nova economia mundial. J. Olympio, Rio de Janeiro, 1991 [I Fórum Nacional – 1988].

A presente obra deve ser considerada de forma articulada com o livro, do Fórum Nacional “Idéias para a modernização do Brasil”, A nova estratégia industrial e tecnológica: o Brasil e o mundo da III Revolução Industrial (Rio de Janeiro, José Olympio, 1990). O tema comum aos dois é o ingresso do Brasil no novo mundo da industrialização avançada, à base das novas tecnologias, e da competição global. Esse mundo é a realidade do nosso tempo, e está aí para condicionar o progresso na presente década. Seu advento, e a interdependência dele resultante, não se atrela mais à vontade dos países. Por isso, a melhor estratégia para países emergentes, como o Brasil, é realizar a sua inserção normal na economia internacional, mas à base de um projeto nacional previamente definido, como procuram mostrar Reis Velloso, Pedro Motta Veiga e Mauro Arruda.

Utilizada dessa forma inteligente e planejada, a inserção se pode constituir em instrumento para fortalecer a capacidade de crescer do país. E tornar-se complementar à expansão do mercado interno, que fortalece, em lugar de enfraquecer, e à substituição de importações, ou absorção de indústrias mais sofisticadas. Revela-se, desta forma, a falsa dicotomia entre expansão de exportações e mercado interno.

Para tal objetivo, tem de haver preocupação com competição e competitividade, e certa liberalização do comércio, tanto do lado das importações como das exportações (como mostra Honório Kume), mas sem perder de vista os efeitos sobre a indústria interna e o emprego. Atenção deve ser dada também à necessidade de salvaguardas, em relação a práticas desleais de comércio internacional, tema de José Tavares e Leane Naidin.

Essa visão, voltada para oportunidades externas, mas a partir de um projeto nacional, implica mudanças para o país e as empresas. Winston Fritsch e Gustavo Franco mostram, por exemplo, como se deve acompanhar as estratégias das multinacionais, para melhor tirar proveito de oportunidades de investimento direto externo.

Júlio Mourão e Victor Gradin mostram a necessidade de as empresas brasileiras, em certas circunstâncias, passarem a investir no exterior. A relação de um país dotado de estrutura industrial importante, como o nosso, com os mercados desenvolvidos está sempre em mudança, para acompanhar as evoluções desses mercados e os novos estágios do nosso desenvolvimento.

Sumário

Introdução Geral
Idéias para a modernização do Brasil

Introdução

A inserção na economia internacional: oportunidades e riscos
João Paulo dos Reis Velloso

A nova articulação da economia mundial e as opções para  Brasil: estratégia industrial e modernização tecnológica
Gilberto Dupas e Wilson Suzigan

O investimento direto estrangeiro em uma nova estratégia industrial
Winston Fritsch e Gustavo Franco

A inserção internacional da economia brasileira: condicionamentos e perspectivas
Pedro Motta Veiga

A reforma tarifária e a nova política de importação
Honório Kume

As mudanças no cenário internacional e um projeto para a economia brasileira
Mauro Fernando Maria Arruda

Salvaguardas, dumping e subsídios: a perspectiva brasileira
José Tavares de Araújo Jr. e Leane Cornet Naidin

Investir no exterior
Júlio Mourão

Investimentos brasileiros no exterior
Victor Gradin