Livros

O Brasil e a economia criativa: um novo mundo nos trópicos. J. Olympio, Rio de Janeiro, 2008 [XX Fórum Nacional].

O Brasil e a economia criativa: um novo mundo nos trópicos contém pronunciamentos e estudos apresentados na sessão de abertura e em quatro dos seis painéis do XX Fórum Nacional (2008), evento que sinalizou os vinte anos de funcionamento ininterrupto do Fórum Nacional.

Na primeira parte do livro (Para onde vai o Brasil: a visão do governo), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, convidado de honra do Fórum,
faz importante balanço do desenvolvimento brasileiro, creditando ao povo os “acertos da economia”. Enumera as conquistas obtidas nos últimos anos e afirma
sua confiança na transformação do Brasil em pais economicamente dinâmico e socialmente justo. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, discorre sobre os resultados da nova política de desenvolvimento. E o ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, aborda as preocupações atuais sobre o balanço de pagamentos e as exportações.

Abre a segunda parte (Estratégia da Economia Criativa) o brilhante texto do Prêmio Nobel de Economia (2006), Edmund S. Phelps, que pode ser sintetizado na
seguinte afirmação do autor: “Uma economia justa requer a boa economia; a boa economia requer alto dinamismo e ampla inclusão; e estas qualidades requerem uma
mistura bem escolhida de políticas econômicas”. Seguem-se paper de Roger Cohen, colunista de The New York Times, para quem “o futuro do Brasil é agora”; intervenção do embaixador do Japão no Brasil, Ken Shimanouchi, sobre os cem anos de imigração japonesa; estudo de José Roberto Mendonça de Barros, Luiz Carlos Mendonça de Barros e Paulo Pereira Miguel sobre a China; relevante contribuição de João Paulo dos Reis Velloso sobre como tornar o Brasil o melhor dos BRICs (estratégia de Economia Criativa voltada para o conhecimento e a inovação). Além dos artigos de Antonio Carlos Rego Gil (o Brasil como centro de TIC), Roberto Y. Hukai (o Brasil na geografia energética mundial) e Aziz Ab´Sáber (sobre a ecologia e o avanço do mar no país).

A terceira parte do livro trata da consolidação das bases macroeconômicas. Affonso Celso Pastore, Maria Cristina Pinotti e Leonardo Porto de Almeida examinam, sob essa ótica, a aceleração do crescimento do país. Raul Velloso e Marcos Mendes vêem na pressão do gasto público sobre a demanda agregada o principal desafio fiscal brasileiro. Aloizio Mercadante enxerga um novo horizonte para o desenvolvimento nacional. Arnaldo Madeira observa que a organização institucional não acompanhou a evolução da sociedade brasileira, defendendo mais educação, um Judiciário melhor e sistema de representação majoritário para deputados e vereadores. E Sérgio Ribeiro da Costa Werlang analisa a política macroeconômica, para ele peculiar por combinar aperto monetário e expansão fiscal.

O tema “O Brasil e suas empresas globais” é examinado na quarta parte. A partir de visão de síntese e análise comparativa a cargo de Cláudio R. Frischtak, registram-se os depoimentos de Roger Agnelli (Vale), José Sérgio Gabrielli de Azevedo (Petrobras), Emílio Odebrecht (Organização Odebrecht) e Alessandro
Carlucci (Natura).

Na quinta parte, o estímulo à inovação nas empresas brasileiras é examinado pelo ministro Sérgio Machado Rezende, da Ciência e Tecnologia, a partir dos
instrumentos de fomento contidos no Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação e, com base na atuação da Finep, por seu presidente, Luis Manuel Rebelo
Fernandes. O presidente do Ipea, Marcio Pochmann, examina o progresso técnico como forma de superar o subdesenvolvimento. Estudos de casos de inovações em
arranjos produtivos locais são apresentados por Marisa dos Reis Azevedo Botelho, Michelle de Castro Carrijo e Gilsa Yumi Kamasaki. E o artigo de Fernando Sandroni trata de inovação, câmbio e alquimia.

Na sexta parte do livro, Roberto Cavalcanti de Albuquerque apresenta o Índice de Desenvolvimento Social, IDS, lançado em nova versão no XX Fórum Nacional. O IDS é ferramenta útil à avaliação do desenvolvimento social do país, regiões e estados.

Um segundo livro, O amor em tempos de desamor e o enigma: o Brasil tem jeito?, também relativo ao XX Fórum Nacional, foi publicado pela editora José Olympio.

R.C.A.

Sumário

Apresentação
João Paulo dos Reis Velloso

Introdução

“Eu tive um sonho”
João Paulo dos Reis Velloso

PRIMEIRA PARTE – PARA ONDE VAI O BRASIL: A VISÃO DO GOVERNO

Para onde vai o Brasil?
Luiz Inácio Lula da Silva

Brasil, um novo modelo de desenvolvimento
Guido Mantega

As exportações e a nova política de desenvolvimento
Ivan Ramalho

SEGUNDA PARTE – ESTRATÉGIA DA ECONOMIA CRIATIVA

Dinamismo e inclusão: O quê? Por quê? Como?
Edmund S. Phelps

O futuro do Brasil é agora
Roger Cohen

Cem anos de parceria Brasil-Japão
Ken Shimanouchi

China: as cabeças do dragão
José Roberto Mendonça de Barros, Luiz Carlos Mendonça de Barros e Paulo Pereira Miguel

Como tornar o Brasil o melhor dos BRICs: a estratégia de “Economia Criativa” voltada para a inovação e a Economia do Conhecimento — sob o signo da incerteza
João Paulo dos Reis Velloso

O Brasil como um dos três centros mundiais de TIC
Antonio Carlos Rego Gil

Brasil, centro de uma nova geografia energética mundial?
Roberto Y Hukai

Migrações e palafitas: o impacto do aumento do nível dos mares no Brasil
Aziz Ab’Sáber

TERCEIRA PARTE – A CONSOLIDAÇÃO DAS BASES MACROECONÔMICAS

O crescimento, as contas correntes e a política fiscal
Affonso Celso Pastore, Maria Cristina Pinotti e Leonardo Porto de Almeida

Política fiscal em 2008: condições de liquidez, solvência e controle da demanda agregada
Raul Velloso e Marcos Mendes

Um novo horizonte de desenvolvimento
Aloizio Mercadante

Educação e representação política na nova etapa do Brasil
Arnaldo Madeira

A política macroeconômica de aperto monetário e expansão fiscal
Sérgio Ribeiro da Costa Werlang

QUARTA PARTE – O BRASIL E SUAS EMPRESAS GLOBAIS

O mundo de cabeça para baixo: a nova competição global e a transnacionalização das empresas brasileiras
Claudio R. Frischtak

A Vale: construindo o futuro
Roger Agnelli

A Petrobras como empresa global e o Brasil
José Sérgio Gabrielli de Azevedo

A atuação internacional da Organização Odebrecht
Emílio Odebrecht

Natura: estratégia de internacionalização e desenvolvimento sustentável
Alessandro Carlucci

QUINTA PARTE – UNIVERSALIZANDO A INOVAÇÃO NAS EMPRESAS BRASILEIRAS

O Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação e a promoção da inovação nas empresas
Sergio Machado Rezende

A Finep e a inovação nas empresas
Luis Manuel Rebelo Fernandes

Progresso técnico e subdesenvolvimento
Marcio Pochmann

Inovações em arranjos produtivos locais advindos de interações entre pequenas empresas e instituições de ensino e pesquisa
Marisa dos Reis Azevedo Botelho, Michelle de Castro Carrijo Gilsa Yumi Kamasaki

Inovação, câmbio e alquimia
Fernando Sandroni

SEXTA PARTE – O ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL, IDS

O IDS, 1970-2007: ferramenta de análise da evolução social do Brasil, suas regiões e estados
Roberto Cavalcanti de Albuquerque