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Investindo contra a crise e procurando voltar a crescer. INAE - Fórum Nacional, Rio de Janeiro, 2016 [Fórum Nacional (Sessão Especial) – set. 2016].

Este livro reúne artigos correspondentes aos pronunciamentos feitos no Fórum Nacional (Sessão Especial) de setembro de 2016.

Na sessão de abertura, a presidente Maria Silvia Bastos Marques, do BNDES, abordou o tema “Investindo contra a crise e procurando voltar a crescer”.

A ideia básica foi que o BNDES está priorizando a competitividade na produção e também o bem-estar da população. Nesse contexto, merecem destaque os segmentos de energias renováveis, eficiência energética, tecnologias de cidades inteligentes e, claro, apoio às exportações, porque o País é competitivo e poderá ser ainda mais com os investimentos em infraestrutura.

Com essa visão, o artigo se volta primeiro para a infraestrutura, com ênfase no plano de concessões lançado recentemente pelo presidente Michel Temer. Seu objetivo principal é atrair o investimento privado.

Nesse plano de concessões, há a novidade de um programa estadual de concessões, cujo agente será o BNDES.

Nas concessões desse programa, haverá prioridade para o saneamento pela carência do País nessa área. Estamos falando do fornecimento de água, coleta e tratamento de esgoto.

Na área da indústria, em que o BNDES sempre foi o grande parceiro das grandes empresas, vai se buscar agora também – e cada vez mais – o mundo das micro, pequenas e médias empresas. São elos fundamentais da cadeia produtiva, tanto no setor industrial quanto nos serviços.

Em seguida, o professor Affonso Celso Pastore (com Marcelo Gazzano e Caio Carbone) abordou o tema “A caminho da retomada do crescimento”. Com esse objetivo, deu destaque às seguintes questões:

  • A necessidade do ajuste fiscal, pois a presente crise fiscal tem sua origem na combinação de um crescimento desordenado de despesas, ao lado do esgotamento da capacidade de gerar receitas;
  • Subsídios e bancos públicos: o problema da infraestrutura. Governo tem abusado de incentivos e subsídios direcionados a setores específicos, agravando o desequilíbrio fiscal;
  • Esgotamento do estímulo ao consumo através de crédito;
  • Reflexos nas importações líquidas, contas correntes e câmbio. A escassez de poupanças domésticas faz com que a elevação da taxa de investimentos seja coberta pela absorção de poupanças externas na forma de importações líquidas levando aos déficits nas contas correntes;
  • Depois do professor Pastore, o meu pronunciamento foi sobre o “O Brasil que queremos”. Como que num sonho, apresentamos duas imagens:Primeira: queremos uma revolução!
    A verdadeira revolução brasileira é a integração de desenvolvimento e democracia.Segunda imagem, dividida em cinco ideias:
    De um lado, queremos ter uma sociedade ativa e moderna, de outro, queremos ter um governo que não gaste tanto por ser grande demais, capaz de investir contra a crise para voltar a ter crescimento.
    A terceira ideia é ter uma estratégia de desenvolvimento com seis forças propulsoras:
    1 – O verdadeiro ajuste fiscal
    2 – Estratégia de desenvolvimento industrial, com a indispensável expansão das exportações;
    3 – Grande impulso à infraestrutura, que deve ter altíssima prioridade;
    4 – Inovação ou retrocesso;
    5 – Transformar a educação para que a educação transforme o Brasil;
    6 – Prioridade à reforma política, o maior problema do Brasil.

    A quarta ideia é que os “humilhados e ofendidos” façam parte da sociedade.

    E a quinta ideia é ter, pelo menos, um crescimento econômico razoável.

    Como convidado especial, o diretor da Finep Wanderley de Souza, representando o presidente, versou sobre “Ciência, tecnologia e inovação – armas contra a crise”.

    Ainda na sessão de abertura, houve uma mesa redonda de que participaram Edmar Bacha falando sobre “Integrar para crescer 2.0” e o professor Aloisio Araújo que abordou “Investindo contra a crise: medidas de curto, médio e longo prazo”.

    Deve-se dar destaque também ao fato de que, no painel I, a diretora Marilene Ramos, do BNDES, falou sobre “O papel do BNDES no investimento em infraestrutura social”.

    Já no painel II, cabe ressaltar o estudo de Rubens Penha Cysne, diretor da EPGE/FGV e Carlos Thadeu de Freitas Gomes, economista chefe da CNC, sobre “O custo do atraso no equacionamento da questão fiscal”.

    Importante foi, ainda, a participação do professor Jairo Nicolau falando sobre questão ainda mais importante: “A crise política de 2015-16”.

    Então, assim, referimos alguns dos momentos mais importantes do Fórum Nacional (Sessão Especial) de setembro de 2016.

    João Paulo dos Reis Velloso

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    Sumário

    Prefácio
    João Paulo dos Reis Velloso

    Investindo contra a crise e procurando voltar a crescer
    Maria Silvia Bastos Marques

    A caminho da retomada do crescimento
    Affonso Celso Pastore, Marcelo Gazzano, Caio Carbone

    O Brasil que queremos
    João Paulo dos Reis Velloso

    Ciência, tecnologia e inovação – armas contra a crise
    Wanderley de Souza

    Integrar para crescer 2.0
    Edmar Bacha

    Investindo contra a crise: medidas de curto, médio e longo prazo
    Aloisio Araújo

    O papel do BNDES no investimento em infraestrutura – prioridades de atuação
    Marilene Ramos

    O custo do atraso no equacionamento da questão fiscal
    Rubens Penha Cysne, Carlos Thadeu de F. Gomes

    A crise política de 2015-16
    Jairo Nicolau