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A ecologia e o novo padrão de desenvolvimento no Brasil. Nobel, São Paulo, 1992 [IV Fórum Nacional- 1991].

O Fórum Nacional divulga, neste volume, a contribuição de renomados especialistas brasileiros à discussão dos grandes temas da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92.

Afirma-se, com a Rio-92, um padrão diverso de desenvolvimento, que decorre da conciliação do crescimento econômico e da preservação ambiental. As implicações dessa nova abordagem, no caso brasileiro, são examinadas em profundidade – e sempre com a preocupação em formular propostas concretas e pertinentes.

Esse exame desdobra-se em duas partes.

Na primeira parte, analisam-se as relações entre desenvolvimento e meio ambiente. O ministro Carlos Moreira Garcia, coordenador nacional da Rio-92, esclarece inicialmente o objetivo da Conferência (que não é uma reunião sobre o Brasil, porém uma reunião, no Brasil, sobre os problemas mundiais do ecodesenvolvimento). Raberto P. Guimarães, coordenador técnico do documento brasileiro a ser apresentado na Rio-92, apresenta os requisitos e componentes de uma estratégia de desenvolvimento industrial e agrícola sustentável no país (envolvendo a conservação dos recursos naturais, a manutenção da biodiversidade e o atendimento das necessidades básicas das atuais e futuras gerações).

Paulo Nogueira-Neto, Márcio Fortes e Paulo Sérgio Moreira da Fonseca abordam o problema, respectivamente, sob os aspectos político-ideológico, empresarial e do financiamento.

Na segunda parte, as implicações ambientais do desenvolvimento de duas grandes regiões brasileiras – a Amazônia e o Centro-Oeste – são detidamente consideradas.

Com relação à Amazônia, Aziz Nacib Ab’Sáber caracteriza os “domínios da natureza” e suas ordens de criticidade. Herbert O. R. Schubart discute os objetivos do zoneamento ecológico-econômico regional. Sergio C. Buarque delineia os cenários alternativos e identifica as oportunidades econômicas do desenvolvimento amazônico sustentável.

A evolução, a situação atual e as perspectivas do Centro-Oeste são apresentadas por Charles C. Mueller dando ênfase à utilização de tecnologias agrícolas que asseguram, concomitantemente, a elevação da produtividade e eliminam ou reduzem os impactos ambientais negativos sobre os várias ecossistemas regionais.

As questões ambientais das grandes cidades brasileiras e as estratégias urbanas para enfrentá-las são, finalmente, abordadas por Jorge Wilheim, com base no trinômio crescimento-justiça social?qualidade do meio ambiente.

Delineia-se, assim, neste volume, um amplo painel dos problemas e possíveis soluções, discutidas atualmente no país, com o objetivo de assegurar o desenvolvimento sustentável, em benefício desta e das futuras gerações de brasileiros.

Sumário

Introdução

Como evitar uma nova “Década Perdida”
João Paulo dos Reis Velloso

Parte I – Desenvolvimento e meio ambiente no Brasil: visão global

Rio-92: desenvolvimento e meio ambiente
Carlos Moreira Garcia

O novo padrão de desenvolvimento para o Brasil: inter-relação do desenvolvimento industrial e agrícola com o meio ambiente
Roberto P. Guimarães

Rio-92: ponto de convergência de meio ambiente e desenvolvimento
Paulo Nogueira-Neto

Desenvolvimento e meio ambiente: a visão empresarial
Márcio Fortes

Financiar o desenvolvimento sustentável: o caso da América Latina
Paulo Sérgio Moreira da Fonseca

Parte II – Desenvolvimento e meio ambiente: as grandes regiões

Perspectivas urbanas: infra-estrutura, atividades e ambiente
Jorge Wilheim

Centro-Oeste: evolução, situação atual e perspectivas de desenvolvimento sustentável
Charles C. Mueller

Cenários alternativos e oportunidades econômicas da Amazônia
Sergio C. Buarque

Zoneamento ecológico-econômico da Amazônia
Herbert O. R. Schubart

Domínios de natureza no Brasil: ordens de criticidade
Aziz Nacib Ab’Sáber