Análise

Insensibilidade ao caos

Estados vão aos poucos caindo no precipício do desarranjo fiscal  Tem nada a ver com a tragédia chapecoense, mas a menos de raras exceções os Estados brasileiros vão aos poucos caindo no precipício do desarranjo fiscal generalizado. Primeiro foi o Rio de Janeiro, há pouco o Rio Grande do Sul, e em breve cairá Minas Gerais. No mais, temos casos como os do Rio Grande do Norte, no Nordeste, onde o governador não consegue mais ir à farmácia, e no Centro-Oeste, onde Brasília, Goiás e Mato Grosso se credenciam para jogar a toalha.… ... continue lendo →

Concessões são melhor saída para destravar obras de infraestrutura no país

Num cenário de corte de gastos públicos no governo federal e de grave crise financeira nos estados, a única opção do país para retomar os investimentos em obras de infraestrutura são as parcerias público-privadas, afirma o economista Raul Velloso, especialista em infraestrutura. Para levar adiante as concessões de rodovias, o Brasil, e o Paraná especificamente, precisa acabar com o viés anti-mercado. Velloso cita o exemplo da redução das tarifas dos pedágios no Paraná. “O sujeito acha que reduzir tarifa não vai ter impacto na qualidade do serviço. Isso é um mito”. Velloso estará… ... continue lendo →

Ao Rio, os leões

Acossado por um déficit orçamentário inédito, e com apoio apenas simbólico do governo Temer, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, numa ousada operação solo, fez uma arriscada mexida no tabuleiro do xadrez político-administrativo do seu Estado. Sem a companhia dos demais estados enroscados na mesma teia de déficits expressivos (no ano que vem serão quase todos), encaminhou à Assembleia um bem concebido, mas polêmico pacote de medidas de ajuste, voltado para levantar pelo menos 70% das necessidades de fechamento das contas do Estado de 2016. O acerto do restante do… ... continue lendo →

Estender as concessões é a saída

Depois de muita esperança de que a recessão estivesse nos deixando, sinais mais recentes mostram o contrário. Depois de aumentar em vários trimestres, a razão entre o gasto corrente agregado e o PIB aparentemente está estagnada. Já o investimento vem caindo há bastante tempo, como se pode ver no gráfico que publicarei na versão ampliada deste artigo em raulvelloso.com.br e inae.org.br, a partir de amanhã. Na comparação com o trimestre anterior, ele vem caindo mais que o PIB, desde o final de 2013, sem sinais de reversão desse processo. O grau de utilização… ... continue lendo →

A urgente calibragem do ajuste

Teto dos gastos e a reforma da Previdência são armas contra o desequilíbrio Diante do gigantesco desequilíbrio fiscal que o País enfrenta, a estratégia de ajuste do governo Michel Temer (PMDB) está calcada na aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Teto dos Gastos (241/2006) e numa ainda pouco conhecida proposta de reforma da Previdência. Com o primeiro item, o objetivo era emitir, rapidamente, um forte sinal de retomada do controle do orçamento federal, depois de anos de descalabro. Mais precisamente, manter as taxas de risco-Brasil relativamente baixas, como vem ocorrendo desde… ... continue lendo →