Análise

Ao Rio, os leões

Acossado por um déficit orçamentário inédito, e com apoio apenas simbólico do governo Temer, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, numa ousada operação solo, fez uma arriscada mexida no tabuleiro do xadrez político-administrativo do seu Estado. Sem a companhia dos demais estados enroscados na mesma teia de déficits expressivos (no ano que vem serão quase todos), encaminhou à Assembleia um bem concebido, mas polêmico pacote de medidas de ajuste, voltado para levantar pelo menos 70% das necessidades de fechamento das contas do Estado de 2016. O acerto do restante do… ... continue lendo →

Estender as concessões é a saída

Depois de muita esperança de que a recessão estivesse nos deixando, sinais mais recentes mostram o contrário. Depois de aumentar em vários trimestres, a razão entre o gasto corrente agregado e o PIB aparentemente está estagnada. Já o investimento vem caindo há bastante tempo, como se pode ver no gráfico que publicarei na versão ampliada deste artigo em raulvelloso.com.br e inae.org.br, a partir de amanhã. Na comparação com o trimestre anterior, ele vem caindo mais que o PIB, desde o final de 2013, sem sinais de reversão desse processo. O grau de utilização… ... continue lendo →

A urgente calibragem do ajuste

Teto dos gastos e a reforma da Previdência são armas contra o desequilíbrio Diante do gigantesco desequilíbrio fiscal que o País enfrenta, a estratégia de ajuste do governo Michel Temer (PMDB) está calcada na aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Teto dos Gastos (241/2006) e numa ainda pouco conhecida proposta de reforma da Previdência. Com o primeiro item, o objetivo era emitir, rapidamente, um forte sinal de retomada do controle do orçamento federal, depois de anos de descalabro. Mais precisamente, manter as taxas de risco-Brasil relativamente baixas, como vem ocorrendo desde… ... continue lendo →