Análise

Basta cumprir a Constituição

No Fórum Nacional de 21 e 22/09 (www.inae.org.br), direi que, sozinha, a Pec do Teto dos Gastos é um remendo difícil de se sustentar. Primeiro, porque o peso dos gastos cortáveis é cada vez menor. Descontada a inflação, a União projeta cortar o investimento em 71%, entre 2014 e 2018. Já São Paulo, Estado líder, deve cortar o seu pela metade. Ou seja, em breve, vão zerar. É simples: quando vários itens têm crescimento liberado, fixar um limite para o gasto global é inútil. A hipótese de o Teto prevalecer em prazo mais… ... continue lendo →

Por um Teto Setorial

O governo Temer praticamente acabou. Entre outras coisas, faltou: 1) trabalhar mais pelo investimento; 2) descentralizar o Teto dos Gastos e 3) ajustar a previdência pública. Se fizermos um gráfico com os dados do PIB mensal, depois dos dois anos da queda seguida que se iniciou no primeiro trimestre de 2014, o índice de março de 2016 fica parado até maio de 2017, com alguma oscilação no meio do caminho. Ou seja, em que pese o risco-Brasil só ter caído – demonstrando o otimismo dos investidores externos conosco  –, a demanda mundial ido… ... continue lendo →

Em busca do verdadeiro novo

O que mais irrita quando se tem acesso a certos indicadores de atividade econômica é constatar, primeiro, que a culpa da crise atual é exclusivamente nossa, e, mais precisamente, da desastrada gestão petista que desabou recentemente sobre o País. Gestão essa que, aliás, deveria ser testada mais uma vez nas urnas em 2018, e, quem sabe, erradicada para sempre por um candidato que representasse o novo (de verdade) em todos os sentidos. Em segundo lugar, é irritante que a recessão nunca chega ao prometido fundo do poço, bastando olhar para a forma de… ... continue lendo →

Guinada oportuna na Previdência

Enquanto o atual governo sangra, fica a pergunta sobre o que vai ocorrer com as reformas, em qualquer hipótese de comando do País que se mostre viável a partir de agora. Pela fraqueza óbvia do governo de mandato curto que virá e pela forte reação contrária dos defensores dos beneficiários de menor valor, também afetados pelo atual substitutivo, já se fala em jogar a Reforma da Previdência para o segundo semestre, quando só Deus sabe o que virá. A oportunidade que a meu ver a atual crise de governabilidade criou é exatamente reorientar… ... continue lendo →

Recessão, crise estadual e da infraestrutura. Para onde vai a economia brasileira?

A atual crise econômica, suas consequências, desafios e possíveis soluções serão o cerne das discussões do XXIX Fórum Nacional, que acontecerá nos próximos dias 18 e 19 de maio, no Rio de Janeiro. (www.inae.org.br). ― A maior recessão da história brasileira requer soluções fora do convencional nos campos do ajuste fiscal e da reorganização da infraestrutura. A contração do PIB em 7,2% em apenas dois anos levou ao desastre fiscal e à explosão da incerteza. Ela que é exatamente a maior inimiga da expansão dos investimentos privados e do próprio consumo das famílias,… ... continue lendo →

Não desperdiçar investimento

Além da recomendação de cuidar do problema fiscal pelo lado do gasto, é necessário retomar os investimentos para fazer a economia voltar a crescer de forma sustentável Desde 2015 vivemos a pior recessão de nossa história, com o Produto Interno Bruto (PIB) contraindo 7,2% em dois anos. Para 2017, espera-se um crescimento de apenas 0,5%. Por trás estão uma gigantesca desorganização das contas públicas e uma forte redução do investimento, da ordem de 23% em 2015-2016. Além da recomendação de cuidar do problema fiscal pelo lado do gasto, é necessário retomar os investimentos… ... continue lendo →

Por que os Estados quebraram

No que diz respeito a gasto público, a Constituição de 1988 priorizou assistência e previdência social -- competências da União; servidores públicos -- comuns a todas as esferas; e, finalmente, descentralização de atividades em favor dos municípios. Quem participou da Constituinte sabe muito bem disso. O que ninguém avaliou foi que, como consequência, em que pese sua importância política intrínseca, os Estados logo ficariam financeiramente sanduichados no meio das esferas prioritárias (União e municípios), sendo a primeira a mais poderosa de todas, e, para completar, viveriam sob um orçamento excessivamente rígido e, portanto,… ... continue lendo →

Em entrevista ao DCI de hoje, Raul Velloso fala sobre o rombo das previdências estaduais

Em entrevista ao DCI de hoje, Raul Velloso fala sobre o rombo das previdências estaduais, mesmo dia em que os jornais estampam a decisão desastrosa do Governo Temer de retirar o problema da previdência estadual da Reforma da Previdência: "Os governos estaduais vão ter de se virar para enfrentar, no curto prazo, um problema crucial que está apenas parcialmente contemplado nas propostas do governo federal para equacionar a crise fiscal dos estados: o grave déficit financeiro da previdência dos servidores públicos e, no longo prazo, um rombo potencial gigantesco desse pedaço importante das… ... continue lendo →

Para evitar o pior

A divulgação dos 3,6% negativos do PIB do ano passado trouxe à tona os difíceis ajustes que segmentos importantes, mas despreparados para essa dificílima tarefa, têm de fazer. Somando os dois últimos anos, trata-se de uma queda acumulada de perto de 8%, a pior recessão para dois anos registrada em nossas estatísticas. Destaco os casos das concessões rodoviárias aprovadas em 2013 e o das finanças estaduais. Em ambos, pode haver problemas de natureza estrutural por resolver, mas diante do que será detalhado a seguir, não dá para ter uma atitude meramente contemplativa dos… ... continue lendo →

Opção pelo baixo crescimento

Enquanto o IBGE anunciava a queda de 3,6% no PIB de 2016, somando-se aos -3,8%, registrados em 2015, o governo lançava mais um suposto plano de expansão da infraestrutura, com gosto de café requentado e sem efeitos rápidos previsíveis para estimular nossa combalida economia. O próprio ministro da agricultura declarou que a safra recorde deste ano está indo para o ralo, pela dramática situação da BR-163, na região amazônica, que impede um escoamento adequado rumo ao norte do país, com prejuízos estimados em R$ 350 milhões. Na liderança do processo de queda do… ... continue lendo →

A Dutra não aguenta mais esperar

Com o setor público em virtual colapso financeiro, somente as concessões privadas poderão salvar a combalida infraestrutura nacional do desastre, ainda que haja enorme resistência de certos segmentos à sua consolidação no país. Vivemos isso na recente gestão petista federal, em administrações estaduais, e por último, de forma surpreendente, na ação de órgãos fiscalizadores, como o TCU, embalados pela força da nova notoriedade obtida nas recentes iniciativas anticorrupção. Na contramão da literatura econômica e de como o mundo opera, há no Brasil a visão equivocada de que as concessões são instrumentos de captura… ... continue lendo →

Avanço insuficiente

O “x” de tudo é a questão previdenciária. O déficit previdenciário da União, estados e municípios é gigantesco. A exata noção desse problema só aparece quando se somam os déficits futuros, digamos nos próximos 70 anos, e se chega aos números absurdos do chamado “passivo atuarial”, um número calculado oficialmente e divulgado todos os anos, que equivale a muitas vezes a receita anual de cada ente, mas cuja existência a maioria parece ignorar. Não adianta mais insistir que isso se deve a administrações irresponsáveis (obviamente as passadas, pois as atuais mal começaram...), como… ... continue lendo →