Análise

Desespero Estadual

Uma das perguntas subjacentes ao Fórum Nacional de 21-22 de setembro era se, diante do imaginado início da recuperação econômica, em seguida à maior recessão de nossa história, e do programa de recuperação estadual recentemente aprovado (mesmo que apenas para o Estado do Rio), os estados sairiam mais facilmente da crise financeira atual. Um resumo das discussões está no GLOBO de 29 de setembro, mas um maior detalhamento só sairá nos respectivos anais, onde se dirá que, em parte por falta de empenho de Brasília, nem o programa aprovado para recuperar o Rio… ... continue lendo →

“Não tem como fazer milagre”

O economista Raul Velloso, especialista em finanças públicas e Ph.D pela Universidade de Yale, foi o entrevistado de ontem do programa CB.Poder. Na conversa, transmitida ao vivo pela TV Brasília, ele analisou a proposta de reformulação da Previdência e classificou a iniciativa como um “paliativo”. “A proposta resolve o problema no presente, sim, porque é uma forma de trazer os recursos que estão faltando para o GDF. De qualquer forma, é uma solução paliativa. Lá na frente, vai ficar mais difícil equacionar a questão da Previdência do DF”, comentou o especialista. Raul Velloso… ... continue lendo →

Mexer do jeito certo

As expressivas despesas penduradas pelas falidas administrações subnacionais que precederam as atuais, junto com os efeitos da maior recessão já verificada no País, provocaram, no início de 2015, um choque financeiro de elevadas proporções nessas entidades, notadamente no DF. Um ente privado demitiria pessoas em massa, venderia ativos, ou até mudaria de ramo. Já nos entes públicos, como se sabe, a margem de manobra é bem mais limitada. Com sérias dificuldades de natureza estrutural acumuladas ao longo dos anos, restava, ali, adotar uma rigorosa gestão de caixa, caçar receitas extraordinárias, e recorrer à… ... continue lendo →

Reorganizar para investir melhor

Investir mais é imperativo da saída da recessão e do aumento da capacidade de crescimento do País O combate à corrupção, com todas as suas inconsistências, tomou conta do noticiário, mas a desabada dos investimentos públicos e a destruição das empresas que atuavam tradicionalmente na área de infraestrutura ficaram à margem. Investir mais é imperativo da saída da recessão e do aumento da capacidade de crescimento do País. Assistir passivamente à destruição dessas empresas e dos empregos respectivos, até há pouco motivo de orgulho no País, jogando fora o conhecimento nelas acumulado, é… ... continue lendo →

Basta cumprir a Constituição

No Fórum Nacional de 21 e 22/09 (www.inae.org.br), direi que, sozinha, a Pec do Teto dos Gastos é um remendo difícil de se sustentar. Primeiro, porque o peso dos gastos cortáveis é cada vez menor. Descontada a inflação, a União projeta cortar o investimento em 71%, entre 2014 e 2018. Já São Paulo, Estado líder, deve cortar o seu pela metade. Ou seja, em breve, vão zerar. É simples: quando vários itens têm crescimento liberado, fixar um limite para o gasto global é inútil. A hipótese de o Teto prevalecer em prazo mais… ... continue lendo →

Por um Teto Setorial

O governo Temer praticamente acabou. Entre outras coisas, faltou: 1) trabalhar mais pelo investimento; 2) descentralizar o Teto dos Gastos e 3) ajustar a previdência pública. Se fizermos um gráfico com os dados do PIB mensal, depois dos dois anos da queda seguida que se iniciou no primeiro trimestre de 2014, o índice de março de 2016 fica parado até maio de 2017, com alguma oscilação no meio do caminho. Ou seja, em que pese o risco-Brasil só ter caído – demonstrando o otimismo dos investidores externos conosco  –, a demanda mundial ido… ... continue lendo →

Em busca do verdadeiro novo

O que mais irrita quando se tem acesso a certos indicadores de atividade econômica é constatar, primeiro, que a culpa da crise atual é exclusivamente nossa, e, mais precisamente, da desastrada gestão petista que desabou recentemente sobre o País. Gestão essa que, aliás, deveria ser testada mais uma vez nas urnas em 2018, e, quem sabe, erradicada para sempre por um candidato que representasse o novo (de verdade) em todos os sentidos. Em segundo lugar, é irritante que a recessão nunca chega ao prometido fundo do poço, bastando olhar para a forma de… ... continue lendo →

Guinada oportuna na Previdência

Enquanto o atual governo sangra, fica a pergunta sobre o que vai ocorrer com as reformas, em qualquer hipótese de comando do País que se mostre viável a partir de agora. Pela fraqueza óbvia do governo de mandato curto que virá e pela forte reação contrária dos defensores dos beneficiários de menor valor, também afetados pelo atual substitutivo, já se fala em jogar a Reforma da Previdência para o segundo semestre, quando só Deus sabe o que virá. A oportunidade que a meu ver a atual crise de governabilidade criou é exatamente reorientar… ... continue lendo →

Recessão, crise estadual e da infraestrutura. Para onde vai a economia brasileira?

A atual crise econômica, suas consequências, desafios e possíveis soluções serão o cerne das discussões do XXIX Fórum Nacional, que acontecerá nos próximos dias 18 e 19 de maio, no Rio de Janeiro. (www.inae.org.br). ― A maior recessão da história brasileira requer soluções fora do convencional nos campos do ajuste fiscal e da reorganização da infraestrutura. A contração do PIB em 7,2% em apenas dois anos levou ao desastre fiscal e à explosão da incerteza. Ela que é exatamente a maior inimiga da expansão dos investimentos privados e do próprio consumo das famílias,… ... continue lendo →

Não desperdiçar investimento

Além da recomendação de cuidar do problema fiscal pelo lado do gasto, é necessário retomar os investimentos para fazer a economia voltar a crescer de forma sustentável Desde 2015 vivemos a pior recessão de nossa história, com o Produto Interno Bruto (PIB) contraindo 7,2% em dois anos. Para 2017, espera-se um crescimento de apenas 0,5%. Por trás estão uma gigantesca desorganização das contas públicas e uma forte redução do investimento, da ordem de 23% em 2015-2016. Além da recomendação de cuidar do problema fiscal pelo lado do gasto, é necessário retomar os investimentos… ... continue lendo →

Por que os Estados quebraram

No que diz respeito a gasto público, a Constituição de 1988 priorizou assistência e previdência social -- competências da União; servidores públicos -- comuns a todas as esferas; e, finalmente, descentralização de atividades em favor dos municípios. Quem participou da Constituinte sabe muito bem disso. O que ninguém avaliou foi que, como consequência, em que pese sua importância política intrínseca, os Estados logo ficariam financeiramente sanduichados no meio das esferas prioritárias (União e municípios), sendo a primeira a mais poderosa de todas, e, para completar, viveriam sob um orçamento excessivamente rígido e, portanto,… ... continue lendo →

Em entrevista ao DCI de hoje, Raul Velloso fala sobre o rombo das previdências estaduais

Em entrevista ao DCI de hoje, Raul Velloso fala sobre o rombo das previdências estaduais, mesmo dia em que os jornais estampam a decisão desastrosa do Governo Temer de retirar o problema da previdência estadual da Reforma da Previdência: "Os governos estaduais vão ter de se virar para enfrentar, no curto prazo, um problema crucial que está apenas parcialmente contemplado nas propostas do governo federal para equacionar a crise fiscal dos estados: o grave déficit financeiro da previdência dos servidores públicos e, no longo prazo, um rombo potencial gigantesco desse pedaço importante das… ... continue lendo →