Arquivo mensal: maio 2016

O estado brasileiro é uma instituição em colapso

Em palestra realizada na sessão de encerramento do Fórum Nacional, o diretor-técnico do Fórum Nacional, Roberto Cavalcanti de Albuquerque, disse que “muita coisa mudou para pior” na sociedade brasileira nos últimos anos. “O estado brasileiro torna-se uma instituição em colapso e que mergulha de ponta-cabeça na corrupção”, afirmou. De acordo com Albuquerque, o estado brasileiro tornou-se “um estado falido, sem ideias, incapaz de esboçar algum projeto de destino”, ressaltando em seguida que, “felizmente”, já estão em curso iniciativas que buscam superar essa situação, destacando a proposta de bases para um Plano Nacional de… ... continue lendo →

Por que os cineastas não vão às escolas e favelas?

A antropóloga Alba Zaluar, professora do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Uerj, fez, nesta quinta-feira 19, no Rio, uma provocação aos intelectuais, artistas e cineastas que vêm se manifestando contra o novo governo e contra a fusão dos ministérios da Educação e Cultura, promovida pelo presidente Michel Temer. "Quando nós pesquisadores buscamos recursos nas instituições de fomento, como a Faperj, temos que dar a contrapartida indo às universidades e escolas. Por que os artistas, os cineastas que protestaram em Cannes não fazem isso? Por que não vão às escolas, às favelas… ... continue lendo →

Os inteligentes não são melhores que os burros

O autor teatral e cineasta Domingos de Oliveira não pode comparecer a XXVIII edição do Fórum Nacional, mas enviou uma gravação teatralizada sobre a "alegria como atalho à felicidade". No texto "toda a economia tem que ser de felicidade", Domingos lembra que o homem, como todo animal, nasce para morrer e, no intervalo entre esses dois adventos, se debate, se reproduz, produz bens. "Adoro a incoerência, penso que a incoerência muitas vezes trai a verdadeira ordem. E o pensamento científico, para não recorrer à coerência, tem que trair a si mesmo", disse Domingos… ... continue lendo →

Evitar contraposição entre favela e cidade

Em palestra na sessão de encerramento do Fórum Nacional, sob o tema “Favela é Cidade, Favela é Cultura”, a socióloga Marília Pastuk disse que “a linguagem falada nas áreas periféricas e faveladas do Rio de Janeiro têm sua legitimidade questionada e até negada”, acrescentando que essa prática deixa de reconhecer a riqueza cultural e linguística gerada nessas comunidades. Marília defendeu o trabalho abraçado pelo Fórum Nacional voltado para identificar e estimular conteúdos locais nas comunidades e evitar a contraposição entre favela e cidade, respeitando as características de cada comunidade. Ela destacou trabalhos socioculturais… ... continue lendo →

A felicidade pode vir em doses fatais

Desafiado a falar sobre a "economia da alegria", durante o XXVIII Fórum Nacional, nesta quinta-feira 19, no Rio, o escritor Affonso Romano de Sant'Anna citou algumas definições de "felicidade" encontradas por ele em textos de pensadores, da ciência e até das religiões.       Sant'Anna, no entanto, devolveu a provocação citando o poeta Vicente de Carvalho: Só a leve esperança, em toda a vida, Disfarça a pena de viver, mais nada: Nem é mais a existência, resumida, Que uma grande esperança malograda. O eterno sonho da alma desterrada, Sonho que a traz… ... continue lendo →

Uma governança para a Baía de Guanabara

Em palestra na sessão de encerramento do XXVIII Fórum Nacional, sobre “As Urgências da Questão Ambiental”, o secretário do Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Rio de Janeiro, André Corrêa, defendeu a necessidade de se construir um órgão de governança para a Baía de Guanabara que possa coordenar as ações dos muitos municípios e órgãos de governo que têm ingerência sobre as águas da Baía, como Marinha, Estado e municípios do seu entorno. “Os órgãos que têm ingerência sobre a Baía não se falam”, lamentou, afirmando que “empoderar uma governança que trate… ... continue lendo →

A crise e a busca da indústria criativa

O Quarteto de Cordas Radamés Gnatalli, sob a regência de Carla Rincon, encheu de música a pré-abertura da sessão de encerramento da 28ª edição do Fórum Nacional, com obras de Heitor Villa-Lobos e outros.       Em seguida, a secretária de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, Eva Doris Rosental, garantiu nesta quinta-feira, dia 19, durante a sessão de encerramento do XXVIII Fórum Nacional, no Rio, que é preciso aproveitar a crise econômica nacional que vivemos para buscar na arte e na cultura uma redescoberta dos municípios brasileiros. "Nós estamos vivendo… ... continue lendo →

Maior obstáculo é a tradição rentista

Em palestra no painel sobre Mercado de Capitais, o economista Roberto Teixeira da Costa, membro do Conselho Diretor do Ibmec, disse que “o maior entrave ao desenvolvimento do Mercado de Capitais no Brasil é uma questão cultural ligada a uma tradição de investimentos em papéis de renda, a tradição rentista”. Sua análise reforçou o diagnóstico feito momentos antes pelo diretor técnico do Ibmec, Carlos Rocca, para quem o grande obstáculo ao mercado é a taxa de juros permanentemente elevada. Após lamentar a existência de um número muito pequeno de investidores no Mercado de… ... continue lendo →

O mercado de capitais brasileiro é distorcido e só atende aos grandes

O economista e membro do conselho diretor do Ibmec, Ary Oswaldo Mattos Filho, garantiu nesta quarta-feira 18, no Rio, que o mercado de capitais brasileiro não existe para o pequeno investidor, nem para as pequenas, médias e muitas grandes empresas, que fecharam o seu capital. "O mercado de valores mobiliários brasileiros se distorceu e não funciona nem para a média nem para a grande empresa. A maior parte das emissões de renda fixa fica em carteira de bancos. Pessoas físicas são apenas 7,8% dos negócios com ações. "Se tirarmos o institucional brasileiro e… ... continue lendo →

Mercado de Capitais: maior obstáculo é a taxa de juros

Em palestra no painel sobre Mercado de Capitais do Fórum Nacional, o economista Carlos Rocca, diretor técnico do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), disse que “o maior obstáculo à universalização do mercado de capitais brasileiro é a taxa de juros”. Em sua opinião, o modelo de desenvolvimento que supre a falta de recursos oriundos do mercado para as empresas, por conta de juros convidativos, por recursos subsidiados do BNDES “está esgotado simplesmente porque acabou o dinheiro”. De acordo com a palestra de Rocca, os recursos para investimentos das empresas gerados pelo… ... continue lendo →

Alto valor agregado, ou eternamente pobres

"Se o Brasil não tiver uma economia de alto valor agregado e aberta para o mundo, não teremos uma classe média forte e nos tornaremos permanentemente pobres." O alerta é do presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Paulo Protásio, que participou nesta quarta-feira, dia 18, do painel de debates sobre o mercado de capitais brasileiro, na XXVIII edição do Fórum Nacional. Protásio disse ainda que não dá mais para esperar que as mudanças necessárias para que o Brasil tenha acesso ao que chamou de "democracia industrial" venha de cima para baixo,… ... continue lendo →

Acredito na recuperação da economia

Em palestra no painel sobre Mercado de Capitais no XXVIII Fórum Nacional, o presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), Thomas Tosta de Sá, disse que apesar da crise sem precedentes desde o início da década de 1990, ele acredita na recuperação da economia brasileira, “inclusive porque já temos indicadores positivos”. Tosta enumerou entre esses indicadores a trajetória de queda do déficit em conta corrente, iniciada no ano passado e que deverá prosseguir em 2016, a manutenção de níveis elevados de reservas cambiais, a perspectiva de mudança da Lei de Partilha… ... continue lendo →