Arquivo mensal: setembro 2013

Perspectivas da indústria cultural no Brasil

Os conteúdos criativos da informação, lazer e conhecimento estarão entre as maiores demandas do século 21, no mesmo patamar dos alimentos, das fontes de energia limpa, da água e do petróleo. Foi o que afirmou o produtor de cinema Luiz Carlos Barreto, durante o os debates da Sessão Especial do Fórum Nacional. Para Barreto, o Brasil está em posição relativamente confortável no que se refere à produção de alimentos, recursos hídricos e energia. “O preocupante é pensar na nossa condição de produtores de conteúdos culturais com vistas ao abastecimento da extensa e moderna rede… ... continue lendo →

Após espasmos, audiovisual avança

A produção cinematográfica brasileira sempre viveu em ritmo de espasmos, mas isso mudou. Esta é a avaliação de Paulo Mendonça, diretor-geral do Canal Brasil: “Apesar dos pesares, houve avanços em termos de indústria audiovisual nos anos recentes”, atestou. Mendonça relembrou os “ciclos” pelos quais passou a indústria do cinema nacional (o apogeu e a queda de estúdios como Atlântida e Vera Cruz e, depois, as produções da década de 70, até a estagnação dos anos seguintes e a forte retomada dos anos 90). Ele acredita que o atual cenário virtuoso vai se desenvolver ainda… ... continue lendo →

Algo além do morro dos ventos uivantes

A análise do clássico literário “O Morro dos Ventos Uivantes” e suas diversas versões para as telas foram o tema da palestra do crítico de cinema e psicanalista Luiz Fernando Gallego, em sua participação no Fórum. Escrito por Emily Brontë e publicado pela primeira vez em 1847, a obra retrata a saga da família da jovem Cathy Linton, mantida prisioneira por Heathcliff, um homem obcecado pela namorada de infância morta no parto de Cathy. O trecho mais popularizado pelo cinema, na opinião de Gallego, é o que se restringe aos 16 capítulos iniciais do… ... continue lendo →

O bom teatro e o legado de Arthur Miller

“O bom teatro não faz mais do que criar uma imagem viva de uma ação auto evidente, sem mensagens, sem lições de moral ou política”. Arthur Miller deixou bem claro que é por meio de uma ação que se oferece uma enriquecedora experiência artística – e não pelo teatro didático que, ao invés de indagar, impõe respostas – que o teatro prova ser realmente uma arte capaz de nos enriquecer, nos desafiar, nos levar a refletir sobre a nossa condição, dentro de um contexto social que retrata um momento específico da experiência humana.… ... continue lendo →

Dizer que moda é cultura chega a ser um escárnio

O artista e a produção artística brasileira ainda esbarram na velha máxima de que o dinheiro avilta e ameaça a essência da arte, como se só uma vida quase de pedinte pudesse elevar a arte ao seu grau maior. A análise crítica sobre a relação capital-trabalho no ambiente artístico foi apresentada pelo diretor e produtor teatral Moacyr Goes, que fez também duras críticas à presença estatal na arte brasileira. “Um exemplo clássico é a famigerada lei da meia-entrada que obriga todos os produtores a exercer um papel social que não lhes cabe. Seria legítimo… ... continue lendo →

Enquanto cantarmos haverá Brasil

O cantor, compositor e ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil, fez um balanço dos avanços obtidos em todo o País com a adoção de uma política cultural atenta à diversidade brasileira, em seu discurso na Sessão Especial do Fórum Nacional, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro. De acordo com Gil, a promoção e desenvolvimento da música precisa de imediato da indispensável presença do Estado, não no que diz respeito ao braço popular da música, mas para conseguir auxiliar na produção, desenvolvimento e difusão dos estilos musicais como a música clássica e outros estilos… ... continue lendo →

Os choros de Villa-Lobos

A maior contribuição de Heitor Villa-Lobos à música do Brasil, das Américas e do século XX foi a série dos 14 Choros. Esta é a opinião do maestro e compositor Marlos Nobre, que ministrou palestra no dia de encerramento da Sessão Especial do Fórum Nacional. Na avaliação do maestro, a obra é monumental devido à sua complexidade e exigência instrumental, invenção, arrojo técnico e liberdade no tratamento orquestral. A série dos 14 Choros foi escrita no período entre 1920 e 1928 e colocou o ritmo tão popular definitivamente presente na música erudita. “Não gosto… ... continue lendo →

O Estado não pode mais impor modelos de atuação sem ouvir as comunidades

Não há desenvolvimento sócio econômico com sustentabilidade sem que haja uma integração forte entre os diferentes atores de cada território. A participação comunitária deve ser permanente e é somente a partir desta troca de experiências que poderemos avançar em um modelo que possa viabilizar a realização e a concretização destes sonhos. Esta é a posição estratégica defendida pela coordenadora geral do PAC-Emop para as favelas do Rio de Janeiro, Ruth Juberg. Para ela não se pode mais conviver e compactuar com modelos retrógrados, em que o estado apresenta soluções e não há o diálogo… ... continue lendo →

Protagonismo da sociedade

Em um breve discurso no Fórum Nacional - Sessão Especial, o superintendente de Territórios da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, William Resende, discorreu sobre os principais programas levados a cabo por sua pasta e agradeceu o apoio de todas as instituições parceiras. Resende resumiu em uma frase a ideia que norteia os projetos. “O protagonismo não é de um, mas da sociedade”. ... continue lendo →

A cidade não pode mais ignorar a favela e seus atores

Os representantes das principais favelas do Rio de Janeiro, em especial as comunidades pacificadas do Borel, Manguinhos, Alemão e Jacarezinho, não pouparam críticas àqueles que ainda resistem em ver nas favelas e suas representações os atores efetivos de qualquer discussão que envolva a cidade e o estado do Rio de Janeiro. A representante do Borel, Mônica Francisco, lembrou as discussões de demandas e projetos em um ambiente como o Fórum Nacional tornou possível corrigir e agregar ideias diferentes. “Não dá mais para segregar as favelas e os atores que nelas vivem”, disse Mônica, ao… ... continue lendo →

Faferj homenageia Fórum Nacional

“Saio daqui de alma lavada, pois hoje mostramos a todos que a favela tem projeto e sabe levá-los adiante”. Foi o que disse o presidente da Federação das Associações de Favelas do Estado do Rio de Janeiro (Faferj), Rossino Diniz, durante painel do Fórum. Em seguida, ele agradeceu ao apoio irrestrito do evento e entregou um diploma ao ministro João Paulo dos Reis Velloso, celebrando os 50 anos da Faferj. ... continue lendo →

Inclusão produtiva na comunidade integrada

“A construção de políticas públicas para as favelas não será eficiente se não envolver um forte diálogo com as comunidades- mais do que isso, sem reconhecer, valorizar e potencializar os ativos desses territórios”. Foi citando a socióloga Marília Pastuk, do Fórum Nacional, que a presidente do Instituto Pereira Passos (IPP), Eduarda La Rocque, comentou a linha-mestra que guia o projeto da Rede Comunidade Integrada, cujos métodos e objetivos foram apresentados durante o evento. “Não foi por acaso que buscamos no simbolismo das colmeias das abelhas a forma gráfica para representar o projeto”, enfatizou Eduarda.… ... continue lendo →